Taxa de desemprego na RMS sobe para 15,7%

Publicado: 27/04/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 09:52

As informações divulgadas hoje (27) pela Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Salvador (PEDRMS) mostram que a taxa de desemprego da RMS passou de 14,3%, em fevereiro, para 15,7% da População Economicamente Ativa (PEA), em março último.



As informações divulgadas hoje (27) pela Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Salvador (PEDRMS) mostram que a taxa de desemprego da RMS passou de 14,3%, em fevereiro, para 15,7% da População Economicamente Ativa (PEA), em março último. Apesar do incremento, essa é a menor taxa de desemprego registrada para os meses de março ao longo da série histórica da PEDRMS, que teve início em dezembro de 1996, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), em parceria com o Dieese, a Fundação Seade e a Secretaria do Trabalho, Emprego Renda e Esportes (Setre).

Em março, o contingente de desempregados foi estimado em 290 mil pessoas, 22 mil a mais que no mês anterior. Esse resultado reflete a eliminação de 51 mil postos de trabalho na região, cujos efeitos foram arrefecidos pela saída de 29 mil pessoas da PEA. A taxa de participação (indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas) passou de 57,2% para 56,2%.

A tendência de aumento da taxa entre fevereiro e março também se confirmou no conjunto das sete regiões metropolitanas onde a PED é realizada. A taxa de desemprego total passou de 10,5%, em fevereiro, para os atuais 11,2%. Além de Salvador (15,7%), a taxa de desemprego total cresceu em Belo Horizonte (8,5%), Fortaleza (9,3%), São Paulo (11,3%) e Distrito Federal (13,4%), manteve-se relativamente estável em Porto Alegre (7,4%) e não variou em Recife (13,9%).

“O aumento do desemprego é esperado nessa época do ano, especialmente nos meses de fevereiro, março e abril. Contudo, nossa avaliação é que o mercado de trabalho da RMS ainda se encontra em uma conjuntura favorável. Isso é o que vem apontando o indicador na comparação anual: frente a março do ano passado, tivemos uma redução intensa da taxa, que passou de 19,9% para os atuais 15,7%”, avalia o economista Leormínio Moreira, coordenador da PED pela SEI.

Setores - Dentre os setores de atividade analisados pela PED, apenas a Indústria apresentou crescimento da ocupação entre fevereiro e março, com novas 3 mil vagas, um crescimento de 2,1%. Por outro lado, o nível ocupacional diminuiu nos setores de Serviços (-31 mil ou -3,3%), no Comércio (-16 mil ou -6,1%), na Construção Civil (-4 mil ou -3,0%) e no agregado Outros Setores, que inclui serviços domésticos e outras atividades (-3 mil ou -2,2%).

No mês de fevereiro, imediatamente anterior ao pesquisado, o rendimento médio real decresceu para os ocupados (-0,5%) e assalariados (-0,9%). Os valores desses rendimentos foram estimados em R$ 1.083 e R$ 1.179, respectivamente.

Na comparação com 2010, todos os setores criaram vagas

Em relação a março de 2010, a taxa de desemprego diminuiu intensamente, ao passar de 19,9% para os atuais 15,7% da PEA. No mesmo período, o contingente de desempregados diminuiu em 82 mil pessoas, como resultado da geração de 60 mil ocupações e da redução do número de pessoas no mercado de trabalho (22 mil). Nos últimos 12 meses, o número de ocupados aumentou 4,0%, passando de 1.495 mil para 1.555 mil pessoas.

A pesquisa mostrou crescimento generalizado entre os setores de atividade econômica analisados entre março de 2010 e março último. A Construção Civil foi a que mais gerou vagas (25 mil ou 24,3%), seguida da Indústria (20 mil ou 16,3%), do agregado Outros Setores, que inclui os Serviços Domésticos e Outras Atividades (10 mil ou 8,1%), Serviços (4 mil ou 0,4%) e Comércio (1 mil ou 0,4%).

Também foi positiva a avaliação sobre o rendimento médio, que, na comparação com fevereiro de 2010, aumentou tanto para os ocupados (1,6%), quanto para os assalariados (1,1%).

A taxa de desemprego retraiu-se em todas as regiões metropolitanas pesquisadas na comparação com março de 2010, com maior intensidade nas de Recife, Porto Alegre e Salvador.