A economia baiana fechou o primeiro trimestre de 2011 com expansão de 2,5% em relação ao mesmo período de 2010. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior (4º trimestre de 2010), o Produto Interno Bruto (PIB) baiano apresentou, com ajuste sazonal, recuo de 0,6%.
A economia baiana fechou o primeiro trimestre de 2011 com expansão de 2,5% em relação ao mesmo período de 2010. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior (4º trimestre de 2010), o Produto Interno Bruto (PIB) baiano apresentou, com ajuste sazonal, recuo de 0,6%. As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, e apontam para uma redução no ritmo de expansão da atividade econômica entre os meses de janeiro e março desse ano, em relação aos trimestres anteriores.
O diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, explica que, “dentre as razões para a desaceleração do crescimento econômico durante os primeiros meses do ano, está a elevada base de comparação, visto que, no mesmo período de 2010, a economia baiana expandiu 9,5%. Além disso, o primeiro trimestre tem se caracterizado, historicamente, pela redução na atividade econômica”.
Outro fator determinante para essa taxa foram as medidas restritivas adotadas pela administração pública, visando conter um possível processo inflacionário, o que implicou na redução da disponibilidade de crédito e, sobretudo, na contração das despesas dos governos Federal e Estadual. “Também cabe destacar a paralização em unidades da indústria baiana de transformação e o apagão que afetou parte significativa das indústrias químicas e petroquímicas no mês de fevereiro, com efeitos sobre o mês de março, o que implicou em forte queda da atividade industrial no primeiro trimestre e, por consequência, para a taxa de crescimento do PIB”, explica Reis.
O conjunto desses fatores foi determinante para que a taxa de crescimento da economia baiana se situasse em nível inferior à expansão dos trimestres anteriores.
Entre os setores, a agropecuária apresentou o melhor desempenho, com taxa de 7,3%, seguida dos serviços, com 3,4% de expansão em relação ao mesmo período de 2010. Já o setor industrial registrou retração de 0,5%.
AGROPECUÁRIA
A agropecuária apresentou, no 1º trimestre de 2011, expansão de 7,3%, na comparação com mesmo período do ano anterior. Com essa expansão, as expectativas iniciais apontam para mais uma safra recorde de grãos, a qual deve alcançar 7,2 milhões de toneladas.
De acordo com as estimativas preliminares para a safra de 2011 de grãos, observa-se incrementos em relação à safra anterior na produção de algodão (43,4%), soja (1,4%), feijão (15,9%), e sorgo (108,7%). A previsão é de que apenas a produção de milho registre queda de 7,4%.
Para as demais lavouras, a expectativa é de crescimento na produção de mandioca (7,7%), cana-de-açúcar (3,1%), cacau (-6,6%) e café (-4,1%).
INDÚSTRIA
A indústria registrou retração de 0,5% no primeiro trimestre de 2011. Essa queda foi determinada pela redução de 3,9% na Indústria de Transformação e 4,9% nos Serviços Industrias de Utilidade Pública (SIUP).
No que concerne à queda na Indústria de Transformação, os dados da produção física industrial apontam que essa queda foi determinada pela retração de importantes setores da indústria baiana: produtos químicos (-29,0%), refino de petróleo (-10,0%) e metalurgia básica (-9,0%). Os demais segmentos registraram expansão, com destaque para alimentos e bebidas (9,5%) e veículos automotores (14,5%).
Comparada aos demais segmentos da indústria, a extrativa mineral cresceu 6,7% e a construção civil 4,2%. Em relação à construção civil, destacou-se que a taxa é uma das menores dos últimos nove trimestres devido ao fato de se ter uma alta base de comparação, bem como aos reflexos diretos das medidas restritivas adotadas no início do ano.
SERVIÇOS
No primeiro trimestre de 2011, o setor de serviços registrou crescimento de 3,4%.A expansão do setor de serviços foi mais uma vez determinada pelo crescimento das vendas no segmento de comércio varejista, o qual registrou variação positiva de 7,8%, e pelo segmento de transportes, com expansão de 13,9%.
O crescimento da atividade comercial foi influenciada, em grande parte, pela expansão de 25,9% nas vendas de móveis e eletrodomésticos; e tecidos, vestuários e calçados (9,2%). Também contribuíram para o crescimento do setor as vendas de artigos farmacêuticos; livros, jornais e revistas; outros artigos de uso pessoal; materiais de construção e veículos e motos. Por outro lado, o segmento de hipermercados e supermercados registrou retração de 2,3%, enquanto que o segmento de equipamentos e materiais para escritório e informática recuou 19,0%.
Taxa de crescimento do PIB e principais setores
Bahia, 1º trimestre de 2011
1º trimestre (%) | |
PIB | 2,5 |
Indústria | -0,5 |
Agropecuária | 7,3 |
Serviços | 3,4 |