Publicado: 30/06/2011
Última atualização: 06/10/2026 às 09:52
No último dia 29, diretores e coordenadores da SEI realizaram reunião de conteúdo em que foram debatidos os trabalhos de Estimação dos custos do novo estado do São Francisco (Distat) e de Discussão sobre a criação do Eixo Interoceânico Peru-Brasil-Bolíviada (Direst).Urandi Paiva (Coest/Distat) apresentou o trabalho de Estimação dos custos do novo estado do São Francisco. O estudo avalia o custo do estado do ponto de vista das despesas orçamentárias, ou seja, do funcionamento regular de um novo estado, sem computar os investimentos iniciais e os investimentos em obras e programas.Com base no estudo, a manutenção do novo Estado do São Francisco custaria, anualmente, em valores de 2009, no mínimo R$ 2,5 bilhões. O mesmo estudo revelou também que o esforço de arrecadação do novo Estado possibilitaria uma receita estimada em torno de R$ 1,7 bilhão, gerando, portanto, um déficit fiscal estimado de aproximadamente R$ 770 milhões por ano. Segundo Urandi Paiva, o estado do São Francisco seria um estado pobre e altamente concentrado.O estudo foi realizado com base em metodologia do IPEA, que avaliou os impactos do desmembramento do Pará para a criação dos estados de Tapajós e Carajás. Segundo o IPEA, os estados brasileiros gastam, em média, 12,8% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para se manter. Alguns dos estados propostos pelos parlamentares brasileiros extrapolariam essa conta. O estado do São Francisco, por exemplo, precisaria de 32,6% do valor do seu PIB somente para manter suas estruturas estaduais funcionando.Em breve, o estudo será publicado no site da SEI, na seção Textos para Discussão.Outro trabalho apresentado foi Discussão sobre a criação do Eixo Interoceânico Peru-Brasil-Bolívia, realizado pela Diretoria de Estudos da SEI junto ao Conseplan (Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento), entidade que vem debatendo a criação do eixo como mais uma das possibilidades de integração propostas pela IIRSA (Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana).O trabalho da Direst foi apresentado na última reunião da IIRSA, em Bogotá, na Colômbia, e apresenta soluções para a inserção da Bahia e do Nordeste no novo eixo Peru-Brasil-Bolívia, incluindo uma alternativa de traçado da FIOL (Ferrovia Oeste-Leste), que passaria mais ao sul do Oeste baiano em direção ao Centro-Oeste do Brasil, mantendo a ligação para a cidade de Barreiras. Segundo Edgard Porto, esse novo traçado preservaria a Ilha do Bananal, ilha fluvial localizada no Tocantins, além de favorecer o escoamento da produção do Centro-Oeste do Brasil pelo porto de Ilhéus.