Produção industrial baiana cresceu 4,5% em maio

Publicado: 06/07/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 09:52

A produção da indústria baiana cresceu 4,5% em maio desse ano em comparação com abril, mês imediatamente anterior ao pesquisado. Já em relação a maio de 2010, houve queda de 2,3% na produção industrial, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo IBGE e divulgada com análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento. No acumulado do ano (janeiro a abril), a PIM registra uma queda de 6,7%, comparando-se ao mesmo período de 2010. Já o acumulado dos últimos doze meses, registrou decréscimo de 2,0%.

O resultado negativo no indicador é atribuído, principalmente, a redução do setor de celulose, papel e produtos de papel (-21,0%), provocada pela paralisação para manutenção de importante empresa de celulose, produtos químicos (-4,7%) e refino de petróleo e produção de álcool (-3,6%). A maior contribuição positiva veio de alimentos e bebidas (15,9%), seguida por minerais não metálicos (12,4%), veículos automotores (6,1%) e metalurgia (0,6%).



Comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou decréscimo de 6,7%. Quatro dos oito segmentos da indústria de transformação apresentaram redução no período, com destaque para produtos químicos (-21,0%), pressionado, pela queda na produção de etileno e polietileno; refino de petróleo e produção de álcool (-6,9%), resultado do recuo do processamento de óleo diesel e naftas para petroquímica; metalurgia básica (-6,7%), por conta, da redução na produção de alumínio e ouro. Positivamente, destacam-se alimentos e bebidas (11,5%) e minerais não metálicos (10,3%).

No índice acumulado nos últimos 12 meses, comparado com o mesmo período anterior, a taxa da produção industrial baiana recuou em abril (-0,5%) e maio (-2,0%). Os segmentos produtos químicos (-14,7%), metalurgia básica (-1,6%) e celulose (-0,4%) registraram decréscimo no período. As principais contribuições positivas vieram dos segmentos de alimentos e bebidas (10,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (2,6%).

Segundo Luiz Mário Vieira, coordenador de Acompanhamento Conjuntural da SEI, no mês de maio, foi possível observar que “a indústria vem aumentando o ritmo de produção desde março, embora ainda se encontre num patamar inferior ao de 2010. Esse patamar é em virtude das continuas retrações na produção de químicos, que tem peso elevado na indústria baiana”.



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