Em maio de 2011, o comércio varejista do estado da Bahia apresentou expansão de 7,5% no volume de vendas em relação a igual mês de 2010, abaixo da taxa apurada no mês de abril (12,1%). Na comparação, com ajuste sazonal, do período maio / abril de 2011 a variação foi positiva em 0,83%. Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada em âmbito nacional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e divulgados, em parceria, pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) – autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (SEPLAN).
O ano de 2011 iniciou com as vendas do comércio baiano se mostrando bastante aquecidas, com exceção para o mês de março quando o comércio varejista apresentou crescimento moderado. A expansão do comércio varejista baiano, em maio, foi motivada principalmente pela comemoração do Dia das Mães, que certamente impulsionou o crescimento das vendas de televisores, aparelhos celulares, máquinas de lavar roupa, vestuário, calçados, perfumaria, jóias e semijóias. Tradicionalmente, esta data sempre gerou bons negócios para o setor, sendo considerada de grande importância para o varejo de acordo com o calendário lojista.
As variações positivas registradas nos últimos 12 meses (junho de 2010 a maio de 2011) levaram o comércio baiano a uma expansão de 8,7%, ao passo que no acumulado dos primeiros cinco meses deste ano, a variação do volume de vendas situou-se em 8,2%. O bom resultado apresentado pelo comércio em maio de 2011 credencia o comércio varejista baiano a apresentar melhores performances que 2010, mantendo a expectativa positiva para que o setor mantenha o desempenho favorável nos próximos meses.
De acordo com a análise da Coordenação de Pesquisas Sociais da SEI, as razões para tais resultados podem ser creditadas às condições mais propícias quanto ao emprego e à renda, circunstâncias que motivam os consumidores a comprarem. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) apontam que o estado da Bahia registrou um saldo de emprego da ordem de 11.710 postos de trabalho com carteira assinada em maio de 2011. De acordo com essa mesma fonte, esse saldo total coloca o estado da Bahia na primeira colocação entre os demais estados da Região Nordeste no referido mês, constatando-se ainda que o segmento varejista apresentou um saldo de emprego de 1.574 postos de trabalho o que corresponde a 106,1% do total do saldo do setor do Comércio em geral na Bahia.
Entre os setores que tiveram maior participação positiva, o segmento Livros, jornais, revistas e papelaria foi aquele que apresentou a variação mais expressiva de desempenho das vendas em maio (35,8%). Nos últimos 12 meses o segmento em análise atingiu 9,6% e, no acumulado do ano, variação de 15,2%. Vale ressaltar que a baixa comparação do mês de maio do ano passado (1,7%) contribuiu para o resultado expressivo de 2011. Por outro lado, no contexto do comércio varejista, esse ramo apresenta um dos menores pesos em relação ao volume de vendas.
Para Lucas Marinho, economista da SEI, a inovação tecnológica e os conteúdos incorporados nos produtos desse segmento, tais como maior rebuscamento editorial dos livros e revistas e a melhor qualidade das mercadorias à venda nas papelarias, acabam determinando um novo patamar de preço tanto dos produtos quanto dos serviços do segmento, criando um novo padrão de consumo para o setor e, quando associados a uma data comemorativa expressiva como o Dia das Mães, estes produtos adquirem contornos específicos que o transformam em presentes simbólicos, aumentando a demanda por esses produtos nessa época do ano.
Também apresentaram variação positiva os segmentos de Tecidos, vestuário e calçados (13,0%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,8%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,9%); Combustíveis e lubrificantes (5,9%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,2%). O único setor que teve queda nas vendas foi o de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-22,1%). Entre os ramos que não integram o indicador do varejo apresentaram variações positivas no volume de vendas no mês em questão: Veículos, motocicletas, partes e peças (16,4%) e Material de Construção (0,3%).
Comércio baiano apresenta variação de 7,5% em maio
Publicado: 12/07/2011
Última atualização: 06/10/2026 às 09:52