SEI e Ipea lançam publicação sobre redes urbanas

Publicado: 28/07/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 09:52

A SEI, em parceria com o Ipea, promoveu hoje (28), no auditório da Embasa, o seminário de lançamento do livro Dinâmica Urbano-Regional: Rede Urbana e suas Interfaces.



A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), promoveu hoje (28), no auditório da Embasa, o seminário de lançamento do livro Dinâmica Urbano-Regional: Rede Urbana e suas Interfaces. Editada pelo Ipea, a publicação reúne artigos que discutem questões relacionadas à rede urbana em diversos estados brasileiros. A Bahia integra a publicação com dois artigos elaborados por especialistas da SEI.

O evento contou com a participação do diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, Marco Aurélio Costa, assessor da Presidência do Ipea, e José Eduardo Copello, chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). Em sua fala, o assessor do Ipea frisou que este evento marca nacionalmente o lançamento do livro, sendo a escolha da Bahia “sinônimo de reconhecimento e deferência à SEI pela qualidade do seu trabalho em rede urbana”.

O seminário contou com grandes especialistas em rede urbana no Brasil. A mesa redonda Rede Urbana: Questões Históricas e Processos Recentes, foi coordenada pelo professor Sylvio Bandeira de Mello e Silva (UFBA e UCSAL), com a participação dos especialistas convidados: Augusto de Aragão de Albuquerque, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), que apresentou a palestra Alagoas: Dinâmica Urbano-Regional do Estado; Patricia Chame Dias (SEI), com o estudo Bahia: Antigos Processos e Novas Dinâmicas; e Graça Torreão, superintendente de Planejamento e Gestão Territorial da Sedur, que apresentou o Estudo da Rede Urbana da Bahia: Caracterização da Rede Urbana Estadual e Propostas de Ações Estratégicas.

Entre as informações apresentadas sobre a Bahia, a especialista da SEI, Patrícia Dias, ressaltou que, de 1991 a 2000, as taxas indicam que os municípios baianos com menos de 20 mil habitantes sofreram emigração. Dias mostrou ainda indicadores econômicos que apontam concentração das riquezas em Salvador, que detém 24,42% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2008. Por outro lado, ela lembrou o crescimento das cidades médias no interior do estado e o papel das universidades para dinamizar a economia.

Também apresentando reflexões sobre a Bahia, Graça Torreão apresentou um estudo da Sedur que traça um diagnóstico das redes urbanas na Bahia e apresenta projetos estratégicos que o governo vem desenvolvendo na área. O relativo isolamento da rede urbana baiana, tanto das principais redes de cidades dinâmicas do país, como da própria rede de cidades do Nordeste, e o adensamento populacional nas bordas do estado, em especial no litoral, foram alguns dos aspectos lembrados pela superintendente.
Entre os projetos e empreendimentos citados que colaboram para a articulação territorial e o fortalecimento das regiões, está a Ferrovia Oeste Leste, o projeto de irrigação no Baixo Irecê, o Complexo Industrial Xingu-Agri, o Gasene, o estaleiro Enseada do Paraguaçu, a exploração de minério de ferro, entre outros.

Foram debatedores Cláudio Egler, professor do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), consultor do Ipea e da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), além de Rosa Moura, pesquisadora do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES) e da rede Observatório das Metrópoles.

Publicação – O livro trata de temas contemporâneos relativos à dinâmica urbano-regional, sendo de altíssima relevância estrutural e política para o Brasil devido às suas implicações econômicas, sociais e territoriais. “De um país rural, o Brasil evoluiu, em poucas décadas, para um país fortemente urbanizado e com grandes concentrações metropolitanas. Entre 1950 e 2007, a população brasileira subiu de 52 para 184 milhões de habitantes, e o grau de urbanização passou de 36% para 83%. O número de cidades com mais de 50 mil habitantes, que era de 38 em 1950, subiu para 409 em 2007, das quais 227 têm mais de 100 mil habitantes cada”, apresenta o livro.

Na parte I, a publicação traz reinterpretação e síntetize dos três principais estudos recentes sobre a rede urbana brasileira, sua configuração e características, e sobre o papel da rede urbana como instrumento de planejamento urbano e territorial. A parte II contém seis estudos que analisam diferentes aspectos da interface da rede urbana: cidades médias, cidades de fronteira, metropolização, urbanização na Amazônia, integração produtiva e impacto da indústria do petróleo sobre a rede urbana. Na parte III, são apresentadas análise da estrutura e dinâmica da rede urbana de nove estados brasileiros: Pará, Bahia, Espírito Santo, Alagoas, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.


Ascom/SEI
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