Bahia acumula 75 mil empregos em 2011

Publicado: 15/09/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 09:52

A SEI divulgou, na última quarta-feira (14/09), o boletim do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED/MTE). Confira boletim completo com dados da geração de empregos com carteira assinada no mês de agosto.



BAHIA REGISTRA SALDO DE EMPREGO FORMAL SUPERIOR A 75 MIL EMPREGOS NOS OITO PRIMEIROS MESES DE 2011

Segundo as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a Bahia contabilizou um saldo de 7.143 postos de trabalho com carteira assinada em agosto de 2011. Esse dado expressa a diferença entre o total de admissões (73.045 vagas) e desligamentos (65.902 vagas). Assinale-se que o resultado foi inferior ao contabilizado em igual período do ano anterior (11.207 vagas) e bastante superior que o verificado no mês de julho do corrente ano (2.033 vagas).

Nos oito primeiros meses de 2011[1], foram criados 75.064 postos de trabalho com carteira assinada na Bahia. Esse resultado coloca o estado como líder na geração de emprego no Nordeste no acumulado do corrente ano, sendo o melhor desempenho absoluto da Região e na sétima posição no ranking que classifica as unidades da Federação segundo os seus respectivos saldos de emprego.

A variação percentual do estoque de emprego em agosto de 2011 exibida pelo mercado de trabalho formal baiano no mês em questão (0,44%) situa-se em um patamar inferior ao da variação nacional (0,51%) e também ao da Região Nordeste (1,02%). Já no período de janeiro a agosto de 2011, a Bahia apresentou uma variação percentual do estoque de emprego de 4,74%, abaixo da nacional (5,08%) e acima da nordestina (3,29%).

Análise nacional, regional e interestadual

Na avaliação para o Brasil, contabilizou-se, no mês de agosto de 2011, um saldo de emprego da ordem de 190.446 postos de trabalho, ao passo que, no acumulado do ano de 2011, a economia nacional totalizou 1.825.382 postos de trabalho formais gerados.

A Região Nordeste registrou, no mês de agosto de 2011, um saldo de 59.513 postos de trabalho. Com esse resultado, acumulou, de janeiro a agosto de 2011, 189.773 empregos.

A Bahia, ao apresentar um saldo de 7.143 empregos no mês de agosto de 2011, não ficou com a liderança na geração de emprego na comparação com os demais estados da Região Nordeste, como foi observado nos seis primeiros meses de 2011. O resultado foi inferior ao dos estados de Pernambuco (18.613 postos), Paraíba (10.271 postos) e Ceará (8.005 postos) e superou os desempenhos dos estados do Rio Grande do Norte (4.596 postos), Alagoas (3.922 postos), Maranhão (3.429 postos), Sergipe (2.521 postos) e Piauí (1.013 postos).

Análise metropolitana

A Região Metropolitana de Salvador (RMS) apresentou o sexto saldo de emprego entre as regiões metropolitanas no mês de agosto de 2011, totalizando 4.513 postos de trabalho. O resultado medido para a RMS foi inferior ao verificado nas regiões metropolitanas de São Paulo (32.177 vagas), Rio de Janeiro (13.352 vagas), Recife (8.098 vagas), Belo Horizonte (6.884 vagas) e Curitiba (5.999 vagas).

No acumulado do ano de 2011, a RMS ocupou a sétima posição, criando 30.401 postos de trabalho. As regiões metropolitanas que mais se sobressaíram na geração de emprego com carteira assinada foram São Paulo (256.641 vagas), Rio de Janeiro (91.451 vagas), Belo Horizonte (68.530 vagas), Porto Alegre (47.158 vagas), Curitiba (44.962 vagas) e Recife (32.816 vagas) (Gráfico 1).

Análise intraestadual

Na análise dos dados da Tabela 2, referentes aos saldos de emprego para a distribuição intraestadual no mês de agosto de 2011, observa-se que o resultado do emprego tanto no interior do estado quanto na Região Metropolitana de Salvador foram positivos. Contudo, a maior parte das vagas celetistas criadas em agosto de 2011 ficou a cargo dos municípios situados na Região Metropolitana de Salvador. Isto é, surgiram 4.513 empregos na RMS, correspondendo a 63,2% do total de postos celetistas criados na Bahia, enquanto os municípios situados fora da região metropolitana foram responsáveis pela criação de 2.630 vagas (36,8%).

Quanto à geração de emprego de janeiro a agosto de 2011, enfatiza-se que a participação do interior foi de 44.663 postos, representando 59,5% de todas as vagas abertas no estado, ao passo que a RMS criou 30.401 empregos com carteira assinada, o equivalente a 40,5% das vagas celetistas.

Análise municipal

Em agosto de 2011, nota-se que Salvador, Feira de Santana e Juazeiro destacaram-se com os melhores desempenhos na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia. Salvador gerou 4.118 empregos, Feira de Santana registrou 751 e Juazeiro apurou 712 novas contratações formais.

O setor de Serviços foi o mais dinâmico em Salvador e Feira de Santana, respondendo por 2.674 e 315 postos de trabalho, respectivamente, enquanto que, em Juazeiro foi o setor da Agropecuária que mais gerou postos de trabalho (744 postos).

Entre os municípios que tiveram os menores saldos de empregos em agosto de 2011, podem-se ressaltar Cruz das Almas (-268 vagas), Barra do Choça (-263 vagas) e Porto Seguro (-224 vagas). A retração dos empregos em Cruz das Almas e Barra do Choça foi determinada, principalmente, pelo saldo negativo relacionado às atividades do setor da Agropecuária (-314 e -261 postos, respectivamente). Em Porto Seguro, o setor de Serviços foi responsável pela eliminação de 142 postos de trabalho.

No que se refere ao período de janeiro a agosto de 2011, Salvador registrou o maior saldo, com 18.679 empregos. Lauro de Freitas e Juazeiro contabilizaram 6.370 e 3.990 empregos formais, segundo e terceiro colocados na abertura de novas oportunidades de trabalho na Bahia.

Nesse horizonte temporal, em Salvador e Lauro de Freitas, o setor de Serviços foi o que apurou o maior saldo de empregos (12.104 e 4.436 postos, respectivamente). Em Juazeiro, os setores da Agropecuária e da Indústria de Transformação foram os que mais criaram empregos formais (2.576 e 1.638 postos de trabalho, respectivamente).

Observando os desempenhos negativos nos oito primeiros meses de 2011, Itapetinga (-2.047 vagas), Porto Seguro (-904 vagas) e Dias D´Ávila (-226 vagas) destacaram-se com os menores saldos de empregos formais.

Setorialmente, em Itapetinga, a Indústria de Transformação eliminou 2.040 empregos no semestre. Em Porto Seguro, a contração do saldo final foi predominantemente atribuída ao desempenho negativo dos setores de Serviços e da Construção Civil (-432 e -373 postos de trabalho, respectivamente). A retração dos empregos em Dias D´Ávila foi determinada, principalmente, pelo saldo negativo relacionado às atividades do setor da Construção Civil (-348 postos de trabalho).

Análise setorial

O setor de Serviços apresentou o maior saldo da Bahia no mês de agosto de 2011, com a geração de 3.921 empregos formais. A Indústria de Transformação, por seu turno, registrou o segundo maior saldo de empregos do estado, com 1.559 postos, reiterando que, neste referido setor, o subsetor mais importante foi o de Indústria de produtos alimentícios e bebidas, correspondendo a 24,3% de seu saldo final

Outro setor que apresentou saldo positivo também expressivo foi Comércio, com 1.335 empregos, sendo que o subsetor de Comércio varejista foi o mais dinâmico, correspondendo a 77,7% do seu saldo final. O setor da Construção Civil contabilizou um saldo de 771 postos de trabalho.

Os setores Serviços Industriais de Utilidade Pública, Extrativa Mineral e Administração Pública registraram saldos de, respectivamente, 401, 63 e 25 postos de trabalho gerados.

O único setor que contabilizou resultado de emprego formal negativo foi o de Agropecuária, apurando, em agosto de 2011, um saldo de -932 postos de trabalho, isso decorreu, fundamentalmente, pelo desempenho negativo das atividades ligadas ao cultivo de Café.

No acumulado do ano (janeiro a agosto de 2011), Serviços, com 26.833 vagas, respondeu pelo maior saldo. Vale observar que, no referido setor, o subsetor mais importante foi o de Comércio e administração de imóveis e valores mobiliários, correspondendo a 38,0% de seu saldo final.

O setor da Agropecuária, com 16.724 empregos, e a Indústria de Transformação, com 10.209 postos, também tiveram saldos expressivos nos oito primeiros meses de 2011. O setor da Construção Civil apurou um saldo de 10.152 postos. No tocante ao setor da Indústria de Transformação, tem-se que o subsetor Indústria de produtos alimentícios e bebidas foi o mais dinâmico, representando 34,4% de seu saldo.

O setor do Comércio apurou um saldo de 8.033 postos, os Serviços Industriais de Utilidade Pública 1.573 postos de trabalho. Com referência ao Comércio, tem-se que o segmento Comércio varejista foi o mais dinâmico, com um saldo de 6.077 postos de trabalho, representando 75,7% de seu saldo total. O setor de Extrativa Mineral e Administração Pública registraram um saldo de 795 e 745 postos de trabalho gerados entre janeiro e agosto de 2011, respectivamente.

[1] Em todo o boletim de agosto de 2011, os dados absolutos e relativos referentes ao acumulado do ano (janeiro a agosto) consideram as incorporações das informações declaradas fora do prazo e dos acertos de declarações, de acordo com o novo procedimento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).