Com a marca de 123,4 pontos, o Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), calculado pela SEI, apontou estabilidade nas expectativas em agosto, permanecendo na zona de Otimismo Moderado, onde está desde o início do ano.
Com a marca de 123,4 pontos, o Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), calculado pela SEI, apontou estabilidade nas expectativas em agosto, permanecendo na zona de Otimismo Moderado, onde está desde o início do ano. O índice, que no mês de julho havia apresentado queda, obteve um leve crescimento de 6,4 pontos, alcançando valor 5,5% maior que o do mês imediatamente anterior.
Para os setores, individualmente, o destaque fica por conta da Indústria, que entrou em uma tendência crescente desde que atingiu seu ponto mínimo, em julho. No mês de agosto, a mesma aumentou 51,7 pontos, atingindo -9,3 pontos, entretanto, ainda não conseguiu sair da zona de Pessimismo Moderado. Os setores Agropecuária e Serviços e comércio não acompanharam a mesma tendência. O primeiro caiu 41,8% e chegou aos 138,9 pontos, já o segundo se manteve estável, com 179,9 pontos, variando pouco menos de 1%. Ambos se encontram na zona de Otimismo Moderado.
Segundo avaliação da SEI, a atual conjuntura impediu uma melhora ainda maior na expectativa do empresariado baiano medida pelo ICEB. “A política monetária restritiva do governo, ainda no mês de agosto, encarece o custo de capital, restringe o crédito, fazendo-se reduzir os investimentos de curto prazo em todos os setores da economia. Além disso, o cenário macroeconômico de crise financeira na Europa e nos EUA propiciam a redução das exportações e mudanças nas expectativas de crescimento da economia baiana para 2011”, analisa Alex Gama, economista da SEI.
O questionário da Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano divide-se em duas partes: a primeira é referente às variáveis econômicas (PIB, câmbio, inflação e juros) e a segunda ao desempenho das empresas (vendas, crédito, situação financeira, emprego, capacidade produtiva, abertura de unidades). No mês de agosto as variáveis econômicas suplantaram as variáveis de desempenho setorial, 182,3 contra 44,4 pontos respectivamente. Entretanto, ao comparar os indicadores com o mês imediatamente anterior, avalia-se que as variáveis de desempenho subiram 27,5 pontos e as de desempenho caíram 15,6 pontos.
Observando as variáveis econômicas descriminadas por setor, observa-se que apenas a indústria apresentou resultado positivo, contudo não o suficiente para deslocar-se da zona de Otimismo Moderado. Já o setor Agropecuária arrefeceu e mudou da zona de Otimismo para a de Otimismo Moderado, enquanto o setor Serviços e comércio manteve-se relativamente estável e continuou na zona de Otimismo Moderado. Para o desempenho das empresas, o destaque novamente foi o setor Indústria, que subiu 52,6 pontos, entretanto segue na zona de Pessimismo Moderado. Os setores Agropecuária e Serviços e comércios variaram pouco e continuaram nas mesmas zonas de confiança. O primeiro desceu 35,7 pontos e o segundo avançou 3,4 pontos, ambos na zona de Otimismo Moderado.
Nas expectativas inflacionárias para os próximos 12 meses, constata-se que 41,6% dos entrevistados acreditam que os preços irão se afastar da estabilidade, sendo que o indicador para esta variável, para o conjunto dos setores, é de Pessimismo Moderado. Em relação à taxa de juros, a expectativa é de Otimismo Moderado, sendo que 62,5% das associações e sindicatos esperam que a taxa Selic se mantenha estável com pequenas variações de 2 a -2 pontos percentuais. Esses resultados revelam que os empresários baianos acreditam que o Banco Central siga com a política de diminuir a taxa básica de juros e que isso possa impactar negativamente no controle da inflação.
Quanto ao PIB nacional e estadual, os respondentes demonstraram expectativas bastante positivas. O PIB estadual foi o destaque, marcando 416,6 pontos, zona de Otimismo. A maioria (54%) acredita que a Bahia cresça entre 3 e 4,9% nos próximos 12 meses. Para o PIB nacional, o indicador marcou 250 pontos e ficou no limiar da zona de Otimismo Moderado. Novamente, a maioria dos empresários (58%) acredita no crescimento entre 3 e 4,9% para os próximos 12 meses.
Em relação às vendas, as expectativas para os próximos 12 meses são sólidas, com o indicador geral atingindo 104,2 pontos, zona de Otimismo Moderado. A maior parte dos entrevistados não esperam que suas vendas se alterem. Contudo, as expectativas em relação ao crédito estão comprimidas, com o indicador geral marcando -104,2 pontos, zona de Pessimismo Moderado.
No que diz respeito ao emprego e à capacidade produtiva, as expectativas apresentaram resultados razoáveis. Cerca de 45% acreditam que os seus setores vão manter a quantidade atual de trabalhadores para os próximos 12 meses. Os indicadores gerais, para o conjunto de setores, marcaram 104,2 e 108,7 pontos, respectivamente. Ambos na zona de Otimismo Moderado.