Publicado: 05/03/2008
Última atualização: 06/10/2026 às 09:26
Dos 84 mil postos de trabalho gerados em 2007 na Região Metropolitana de Salvador (RMS), 42 mil foram destinados às mulheres. A elevação de 6,8% no nível ocupacional dessa parcela da população foi a maior desde 1997, quando começou a ser realizada a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) na RMS. No mesmo ano, a população masculina ocupada cresceu 5,8%,As informações foram divulgadas hoje (5) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, em conjunto com Dieese, UFBa e Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), parceiros na realização da pesquisa.
“O perfil da mulher na RMS faz da nossa região, ao lado da de Recife, ter uma das maiores participações em termos nacionais das mulheres no trabalho. Esse cenário se fortalece em 2007, com a divisão equilibrada das ocupações para mulheres e homens. E houve mais um fator positivo no ano que passou: elas alcançaram uma parcela maior do que os homens nos trabalhos formais, ou seja, com registro em carteira”, destacou Geraldo Reis, diretor geral da SEI.
Apesar da queda da taxa de desemprego entre as mulheres, piorou o quadro desigualdade, pois os homens tiveram uma redução maior ainda do seu contingente de desempregados. A taxa entre as mulheres declinou de 27% (2006) para 25,3% (2007), enquanto a dos homens passou de 20,4% para 18,4%. Atualmente, cerca de 56,5% dos desempregados são do sexo feminino (223 mil mulheres), a maior proporção desde 1997.
O crescimento da ocupação vem sendo acompanhado, nos últimos dois anos, por aumento nos rendimentos, que tiveram elevação de 6,6%, em 2007, e 2,8%, em 2006, enquanto para os homens houve aumento de 2,8% e redução de 1,5%, respectivamente. “Foi reduzida a distância entre as remunerações de homens e mulheres. Em 2007, o rendimento médio das mulheres correspondeu a aproximadamente 73% do obtido pelos homens. Em 2006, essa proporção era de cerca de 70%”, comenta Vânia Moreira, Coordenadora da PED pela SEI. Mulheres e homens passam a receber em média R$ 692 e R$ 953, respectivamente.
Setores de atividade – O setor que mais contratou as mulheres em 2007 foi o de serviços - 33 mil vagas, o equivalente a 78,6% das ocupações para este contingente.Em seguida, 7 mil postos foram criados no comércio e 2 mil na indústria. Os serviços domésticos, tradicionalmente ocupado por mulheres, demitiu 2 mil ao longo do ano.
Para a população masculina, com exceção do agregado Outros, a ocupação cresceu em todos os setores, com destaque para a criação de 25 mil postos de trabalho no setor de Serviços, que significou mais da metade da ocupação gerada para este segmento populacional em 2007.
Mulheres negras têm a maior taxa de desemprego
Em relação à cor ou raça dos trabalhadores, a maior queda da taxa de desemprego total ocorreu entre as mulheres brancas, cujo decréscimo foi de 14,1%, ao passar de 21,4% da PEA em 2006 para os atuais 18,4%; seguidas pelos homens brancos, com 10,2% de redução e taxas de desemprego total, calculado em 14,6% em 2006 e 13,1% em 2007. Os piores resultados foram observados entre a população negra: o desemprego total dos homens negros diminuiu 9,7% (de 21,3% em 2006 para 19,2% em 2007) e, na posição mais desfavorável, as mulheres negras com redução de 5,3%, resultando que colocou 27,8% da sua população economicamente ativa na condição de desempregada em 2006 e 26,4% em 2007.
O tempo gasto para encontrar uma vaga também é maior para as mulheres. Para elas, o aumento do tempo despendido na procura de trabalho em 2007 foi calculado em quatro semanas (69 semanas em 2006 e 73 semanas em 2007) e, para os homens, elevou-se em uma semana (de 61 para 62 semanas, respectivamente).
“O perfil da mulher na RMS faz da nossa região, ao lado da de Recife, ter uma das maiores participações em termos nacionais das mulheres no trabalho. Esse cenário se fortalece em 2007, com a divisão equilibrada das ocupações para mulheres e homens. E houve mais um fator positivo no ano que passou: elas alcançaram uma parcela maior do que os homens nos trabalhos formais, ou seja, com registro em carteira”, destacou Geraldo Reis, diretor geral da SEI.
Apesar da queda da taxa de desemprego entre as mulheres, piorou o quadro desigualdade, pois os homens tiveram uma redução maior ainda do seu contingente de desempregados. A taxa entre as mulheres declinou de 27% (2006) para 25,3% (2007), enquanto a dos homens passou de 20,4% para 18,4%. Atualmente, cerca de 56,5% dos desempregados são do sexo feminino (223 mil mulheres), a maior proporção desde 1997.
O crescimento da ocupação vem sendo acompanhado, nos últimos dois anos, por aumento nos rendimentos, que tiveram elevação de 6,6%, em 2007, e 2,8%, em 2006, enquanto para os homens houve aumento de 2,8% e redução de 1,5%, respectivamente. “Foi reduzida a distância entre as remunerações de homens e mulheres. Em 2007, o rendimento médio das mulheres correspondeu a aproximadamente 73% do obtido pelos homens. Em 2006, essa proporção era de cerca de 70%”, comenta Vânia Moreira, Coordenadora da PED pela SEI. Mulheres e homens passam a receber em média R$ 692 e R$ 953, respectivamente.
Setores de atividade – O setor que mais contratou as mulheres em 2007 foi o de serviços - 33 mil vagas, o equivalente a 78,6% das ocupações para este contingente.Em seguida, 7 mil postos foram criados no comércio e 2 mil na indústria. Os serviços domésticos, tradicionalmente ocupado por mulheres, demitiu 2 mil ao longo do ano.
Para a população masculina, com exceção do agregado Outros, a ocupação cresceu em todos os setores, com destaque para a criação de 25 mil postos de trabalho no setor de Serviços, que significou mais da metade da ocupação gerada para este segmento populacional em 2007.
Mulheres negras têm a maior taxa de desemprego
Em relação à cor ou raça dos trabalhadores, a maior queda da taxa de desemprego total ocorreu entre as mulheres brancas, cujo decréscimo foi de 14,1%, ao passar de 21,4% da PEA em 2006 para os atuais 18,4%; seguidas pelos homens brancos, com 10,2% de redução e taxas de desemprego total, calculado em 14,6% em 2006 e 13,1% em 2007. Os piores resultados foram observados entre a população negra: o desemprego total dos homens negros diminuiu 9,7% (de 21,3% em 2006 para 19,2% em 2007) e, na posição mais desfavorável, as mulheres negras com redução de 5,3%, resultando que colocou 27,8% da sua população economicamente ativa na condição de desempregada em 2006 e 26,4% em 2007.
O tempo gasto para encontrar uma vaga também é maior para as mulheres. Para elas, o aumento do tempo despendido na procura de trabalho em 2007 foi calculado em quatro semanas (69 semanas em 2006 e 73 semanas em 2007) e, para os homens, elevou-se em uma semana (de 61 para 62 semanas, respectivamente).