PIB do Estado cresce 4,5%

28/05/2008
Comércio, construção civil e agricultura foram os setores mais destacados no resultado da estimativa inicial para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2007 divulgado ontem pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), da Secretaria do Planejamento. No ano passado, houve expansão real de 4,5% no PIB baiano, que atingiu R$ 109,7 bilhões, cerca de 4,3% do PIB do Brasil. Comércio teve melhor desempenho, expandindo 11%; construção civil teve 6%; e agricultura, 6,1%.

Todos os setores pesquisados apresentaram desempenho positivo, e, no caso da agricultura, a produção de grãos teve recuperação de 25%, com destaque para soja e milho. A safra de grãos ficou em cerca de 5,5 milhões de toneladas, com expansão de 39% para o algodão, a maior entre os produtos da lavoura baiana.

O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon), Vicente Mattos, afirma que os resultados do setor divulgados pela SEI confirmam um desempenho já esperado pelos empresários, sobretudo por conta do aquecimento do setor imobiliário, além das obras públicas.

“Com empreendimentos de porte, como a via portuária e as obras da Petrobras, o ano de 2008 terá crescimento garantido, semelhante ou superior a 2007.

Por outro lado, cresce o número de unidades habitacionais destinadas às classes mais populares, com maior prazo para financiamento”, afirma.

No comércio, o aumento da participação da classe C, a ampliação do crédito e a inadimplência em patamares não tão preocupantes são explicações para o bom desempenho, avalia Antoine Tawil, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas.

No ano passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a nova série do sistema de contas nacionais.

A intenção foi a de atualizar a metodologia adotada no cálculo das contas nacionais, regionais e do PIB por município. Assim, as pesquisas anuais do IBGE são realizadas com dados da Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica, dos resultados da Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2003 e o Censo Agropecuário 1996, com a adoção de classificação de atividades e produtos compatíveis com a Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE).

“Antes, os censos econômicos atualizados a cada cinco anos eram a base de cálculo. Em 1985, o IBGE parou de fazer censo e passou a estimar os valores do crescimento da economia nos anos seguintes com base no censo de 85. Agora, utilizam-se as informações de pesquisas anuais que oferecem uma nova realidade.

Não que os dados usados na metodologia anterior fossem errados, mas temos uma nova lupa.

Descobrimos que o setor de serviços tem um peso maior. Cada área é avaliada com dados mais próximos da realidade”, explica Gustavo Pessoti, coordenador de Contas Regionais da SEI.

A nova série de contas regionais tem como referência inicial o ano de 2002, com 17 atividades econômicas ajustadas com os dados do Brasil em valores constantes e correntes. Segundo Pessoti, algumas distorções foram corrigidas, a exemplo da avaliação da soja com base nos dados de 1985, ano em que a produção não foi expressiva. A análise de forma desagregada permite captar dados sobre comércio virtual, ONGs, terceirização, etc.