18/06/2008
O aumento dos juros e da inflação ainda não atingiram o comércio varejista da Bahia, mas as preocupações já começaram.
Os dados publicados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) registram uma alta de 8,5% em abril em relação ao mesmo período do ano passado.
Entretanto, o grupo mais representativo do varejo, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou retração de 3,7%, no subgrupo de Hipermercados e supermercados, a queda foi mais acentuada, -4,1%.
Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados com análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento. A analista da SEI Maria de Lourdes Caires avalia que a alta dos preços e dos juros ainda não atingiu o comércio baiano. De acordo com ela, a queda no volume de venda de alimentos está associada à alta base de comparação, já que abril do ano passado registrou altos índices devido à Semana Santa.
“O IBGE atribui esta retração ao aumento no preço dos alimentos, mas não acredito que esta seja a causa real”, disse Maria de Lourdes. A analista afirma ainda que as altas de juros e de inflação só devem ser percebidas pelo PMC no segundo semestre de 2008, nas avaliações feitas após o período de festas juninas. “No segundo semestre, acredito que as taxas de crescimento serão menores, mas o comércio deve continuar a crescer”, estima Maria de Lourdes.
CRÉDITO FÁCIL – O presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas), Paulo Motta, diz que os números divulgados são semelhantes à avaliação feita pelo sindicato. “Registramos crescimento de aproximadamente 8% em abril”, disse o representante dos lojistas. De acordo com ele, as facilidades de crédito a prazo e o acesso da classe C ao cartão de crédito favoreceram o aumento no volume das vendas.
A preocupação, segundo PauloMotta, é mesmo o segundo semestre, especificamente a partir de agosto. “O governo sinaliza em desestimular o crédito, e nossa preocupação é com a queda nas vendas, inclusive com reflexo nas contratações temporárias para as compras de final de ano”, avaliou. (T. R.)
Os dados publicados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) registram uma alta de 8,5% em abril em relação ao mesmo período do ano passado.
Entretanto, o grupo mais representativo do varejo, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou retração de 3,7%, no subgrupo de Hipermercados e supermercados, a queda foi mais acentuada, -4,1%.
Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados com análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento. A analista da SEI Maria de Lourdes Caires avalia que a alta dos preços e dos juros ainda não atingiu o comércio baiano. De acordo com ela, a queda no volume de venda de alimentos está associada à alta base de comparação, já que abril do ano passado registrou altos índices devido à Semana Santa.
“O IBGE atribui esta retração ao aumento no preço dos alimentos, mas não acredito que esta seja a causa real”, disse Maria de Lourdes. A analista afirma ainda que as altas de juros e de inflação só devem ser percebidas pelo PMC no segundo semestre de 2008, nas avaliações feitas após o período de festas juninas. “No segundo semestre, acredito que as taxas de crescimento serão menores, mas o comércio deve continuar a crescer”, estima Maria de Lourdes.
CRÉDITO FÁCIL – O presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas), Paulo Motta, diz que os números divulgados são semelhantes à avaliação feita pelo sindicato. “Registramos crescimento de aproximadamente 8% em abril”, disse o representante dos lojistas. De acordo com ele, as facilidades de crédito a prazo e o acesso da classe C ao cartão de crédito favoreceram o aumento no volume das vendas.
A preocupação, segundo PauloMotta, é mesmo o segundo semestre, especificamente a partir de agosto. “O governo sinaliza em desestimular o crédito, e nossa preocupação é com a queda nas vendas, inclusive com reflexo nas contratações temporárias para as compras de final de ano”, avaliou. (T. R.)