Comércio teve incremento de 10% em 2007

25/06/2008
A expansão do crédito e o aumento da renda do trabalhador foram responsáveis pelo significativo crescimento do comércio baiano, que registrou elevação de 10% em 2007 em relação ao ano anterior. O índice é o maior já verificado desde 2001, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro, a expansão foi de 8,8% frente ao mesmo mês de 2006, e de 1,2% em comparação com novembro. Em nível nacional, o comércio somou elevação anual de 9,6%.

“O ano de 2007 foi realmente muito bom para o varejo da Bahia, o melhor dos últimos cinco anos”, comemora o presidente do Sindicatos dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia (Sindilojas), Paulo Motta, citando materiais de construção e móveis e eletrodomésticos como os grandes destaques do ano passado, com incremento acima dos 20%, segundo o sindicato, seguidos por vestuário e brinquedos.

De acordo com a pesquisa do IBGE, os itens do grupo outros artigos de uso pessoal e doméstico foram os que mais incrementaram as vendas do comércio baiano em 2007, com uma expansão de 26,7%, seguidos de veículos, motos, partes e peças (21%), livros, jornais, revistas e papelaria e tecidos, vestuário e calçados, ambos com 19,4%, e móveis e eletrodomésticos (18,3%). Já o segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação teve queda nas vendas em todos os meses de 2007, acumulando -2% no ano.

Além do aumento do emprego formal e da renda do trabalhador, da expansão do crédito e da elasticidade dos prazos, técnicos da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) apontam também a queda dos juros como um importante fator para o bom resultado do ano para o comércio. “Em janeiro de 2007, a taxa Selic situava-se em 13% e, com as seguidas reduções, atingiu 11,25% em setembro, encerrando o ano nesse patamar, o mais baixo da história”, comenta a analista da SEI, Maria de Lourdes Caires.

“O crescimento do emprego provocou o aumento do poder de compra do trabalhador, enquanto o alongamento dos prazos possibilitou que as pessoas pudessem se programar melhor nas suas compras, adequando as prestações aos seu orçamento. Mas o ideal é não esticar tanto os prazos, porque pode se acabar pagando muito mais pelo valor do bem”, observa o diretor de Indicadores e Estatística da SEI, Edmundo Figueirôa.

Na avaliação apenas do mês de dezembro, todos os ramos de atividade expandiram no comércio baiano, com exceção do segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que reduziu as vendas em 5,7%. Os maiores incrementos foram de outros artigos de uso pessoal e doméstico (27,6%), livros, jornais, revistas e papelaria (20,3%), Móveis e eletrodomésticos (19%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (14,7%) e tecidos, vestuário e calçados (12,6%).