Desemprego estável na RMS

26/06/2008
A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Salvador (RMS) apresentou em maio o melhor desempenho na comparação com os mesmos períodos dos últimos 11 anos e repetiu o desempenho dos primeiros meses de 2008. Em relação a abril, o índice permanece estável (20,8%), o que mantém fora do mercado de trabalho um total de 379 mil pessoas.

Em relação às regiões metropolitanas pesquisadas, Salvador permanece com o pior índice.

Em Recife, o desemprego aumentou 2%, mas a situação ainda é melhor que a da capital baiana em 0,3%. Belo Horizonte, com uma redução de 4,5%, no desemprego, apresenta o melhor desempenho, com apenas 10,7% da população fora do mercado de trabalho. O Distrito Federal apresentou a maior queda, de 5,4%.

De acordo com a coordenadora da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), Vânia Moreira, se a comparação for feita com o mês de maio de 2007, 29 mil pessoas conseguiram se empregar.

“A estabilidade entre os meses de abril e maio não preocupa porque há uma sazonalidade normal na atividade econômica. Na comparação com o ano anterior, houve uma queda de 7,6% na taxa, de 22,5% para os 20,8% atuais”, pondera. “A RMS tem um estoque de desempregados, atualmente de 379 mil. Em alguns períodos do ano, este estoque aumenta, em outros diminui.

Mas em todas as comparações feitas entre 2008 e 2007, os últimos resultados têm sido positivos”, comenta.

Entre as mulheres, o percentual das que procuram empregos e não conseguem é de 25%. Entre os homens, o percentual dos que buscam, sem sucesso, se recolocar no mercado é de 16%. Por faixa etária, o maior número de desempregados está entre adolescentes com até 17 anos (43,6%) e jovens entre 18 e 24 anos (37%).

Entre os negros, 21,8% não conseguem encontrar trabalho.

O setor de serviços foi responsável pela criação de 10 mil postos de trabalho, apresentando um desempenho positivo de 1,1%. No comércio e na indústria, houve reduções de 7 mil e 9 mil, respectivamente. Uma das vagas criadas foi a de Carmelita Oliveira, 27 anos, que depois de procurar por cinco anos, conseguiu o 1º emprego com carteira assinada como operadora de telemarketing.

“No dia 20 de maio, fui contratada. Agora tenho plano de saúde, odontológico e auxílioalimentação”, comemora.