21/11/2008
Depois da Ford e das três empresas fabricantes de pneus - Pirelli, Firestone e Continental - anunciarem que darão férias coletivas em dezembro, a desaceleração do número de emprego formal, divulgada ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego, não deixa dúvida: a crise econômica mundial já é sentida na Bahia, que registrou um saldo negativo, no mês de outubro, de 6.446 postos de trabalho com carteira assinada. Foram 53.716 admissões contra 60.162 desligamentos, uma retração de 0,50% em relação ao mês anterior.
O setor da construção civil foi o que apresentou o pior desempenho, com a eliminação de 3.834 empregos, seguido da agricultura, que fechou 2.899 vagas. No geral, o indicador do emprego na Bahia ficou situada abaixo do desempenho do País, que apresentou uma pequena expansão de 0,20%, e também da região Nordeste que teve um crescimento de 0,37%.
Pior resultado - Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelam, também, uma queda no mercado formal em todo o País, com o registro, em outubro, de apenas 61.401 empregos - o menor resultado para o período desde 2002. Em relação, a setembro, quando foram abertas 272.841 vagas, a queda foi de 77%. Os ministros do Trabalho, Carlos Lupi, e da Fazenda, Guido Mantega, disseram ontem que as empresas tendem a ser mais tímidas na expansão de seu quadro funcional, reflexo das turbulências na economia sobre as decisões dos empresários.
"Nos próximos dois meses, o crescimento pode não ser o que esperávamos no início do ano, mas o desempenho até aqui garante esse resultado surpreendente", disse Mantega, ponderando que o dado foi, de qualquer maneira, positivo, pois o ano será encerrado com criação recorde de postos de trabalho.
No acumulado do ano, o saldo foi de 2.147.971 empregos formais, puxados pelo setor de serviços, que registrou saldo de 726.091. Em segundo lugar aparece a indústria da transformação, seguida pelo comércio e pela construção civil.
Os dados do Caged mostram que houve aumento do emprego em 20 unidades da federação, destacando-se, em termos absolutos, São Paulo (34.353 postos), Rio de Janeiro (14.240), Santa Catarina (8.976) e Rio Grande do Sul (8.873). Os maiores declínios ocorreram em Minas (29.438), Bahia (-6.446 vagas), e em Goiás (-2.338). O nível do emprego em outubro subiu mais nas regiões metropolitanas (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre), com 44.469 postos do total.
Diretor de Pesquisas da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento do Estado, José Ribeiro, informou ser normal, no mês de outubro, uma diminuição na geração de empregos, devido à sazonalidade agrícola e à diminuição da contratação e dispensa de trabalhadores na construção civil, por conta do término de algumas obras.
Admite, contudo, que a desaceleração, e até mesmo a eliminação de empregos, podem sugerir "alguns ajustes e cautela nas estratégias do setor empresarial", em razão dos desdobramentos da atual crise financeira internacional.
O setor da construção civil foi o que apresentou o pior desempenho, com a eliminação de 3.834 empregos, seguido da agricultura, que fechou 2.899 vagas. No geral, o indicador do emprego na Bahia ficou situada abaixo do desempenho do País, que apresentou uma pequena expansão de 0,20%, e também da região Nordeste que teve um crescimento de 0,37%.
Pior resultado - Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelam, também, uma queda no mercado formal em todo o País, com o registro, em outubro, de apenas 61.401 empregos - o menor resultado para o período desde 2002. Em relação, a setembro, quando foram abertas 272.841 vagas, a queda foi de 77%. Os ministros do Trabalho, Carlos Lupi, e da Fazenda, Guido Mantega, disseram ontem que as empresas tendem a ser mais tímidas na expansão de seu quadro funcional, reflexo das turbulências na economia sobre as decisões dos empresários.
"Nos próximos dois meses, o crescimento pode não ser o que esperávamos no início do ano, mas o desempenho até aqui garante esse resultado surpreendente", disse Mantega, ponderando que o dado foi, de qualquer maneira, positivo, pois o ano será encerrado com criação recorde de postos de trabalho.
No acumulado do ano, o saldo foi de 2.147.971 empregos formais, puxados pelo setor de serviços, que registrou saldo de 726.091. Em segundo lugar aparece a indústria da transformação, seguida pelo comércio e pela construção civil.
Os dados do Caged mostram que houve aumento do emprego em 20 unidades da federação, destacando-se, em termos absolutos, São Paulo (34.353 postos), Rio de Janeiro (14.240), Santa Catarina (8.976) e Rio Grande do Sul (8.873). Os maiores declínios ocorreram em Minas (29.438), Bahia (-6.446 vagas), e em Goiás (-2.338). O nível do emprego em outubro subiu mais nas regiões metropolitanas (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre), com 44.469 postos do total.
Diretor de Pesquisas da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento do Estado, José Ribeiro, informou ser normal, no mês de outubro, uma diminuição na geração de empregos, devido à sazonalidade agrícola e à diminuição da contratação e dispensa de trabalhadores na construção civil, por conta do término de algumas obras.
Admite, contudo, que a desaceleração, e até mesmo a eliminação de empregos, podem sugerir "alguns ajustes e cautela nas estratégias do setor empresarial", em razão dos desdobramentos da atual crise financeira internacional.