RAIS - Bahia gera 100 mil empregos formais em 2007

Publicado: 15/11/2008 Última atualização: 06/10/2026 às 09:27
Na Bahia foram criados 103.153 empregos formais em 2007, o que correspondente a 18.310 vínculos a mais em comparação ao ano de 2006, quando foram criados 84.843 postos.Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego, analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento. Em termos relativos, esse aumento representou uma elevação de 6,13% no estoque de 1.681.473 empregos existentes em 2006, atingindo o patamar de 1.784.626 vínculos empregatícios em 31 de dezembro de 2007. Tal desempenho se enquadrou ligeiramente abaixo da média nacional, cuja expansão foi de 6,98% - em 2007, foram gerados no país 2.452.181 empregos formais, o melhor resultado, em números absolutos, da série histórica, iniciada em 1985.

Conforme José Ribeiro, Diretor de Pesquisas da SEI, “O desempenho do emprego formal na Bahia em 2007 foi o segundo melhor da década e guarda relação direta com o desempenho da economia baiana neste ano, que apresentou crescimento de 4,5% e expansão ainda mais significativa em setores tradicionalmente absorvedores de mão-de-obra, a exemplo da Construção Civil (11,0%) e Comércio (6,0%)”.

Frente ao contingente total de 103.153 empregos criados no ano de 2007, 74.157 foram celetistas com carteira assinada (71,9% do total) e 28.996 estatutários (28,1%), representando um crescimento de 6,32% e 5,70%, respectivamente.

Acerca do desempenho por setor de atividade econômica, as informações da RAIS apontam uma expansão generalizada do nível de emprego em todos os setores, a exceção da Agropecuária que encerrou o ano eliminando 1.796 empregos. Em termos absolutos, o destaque ficou por conta da Administração Pública (39.169 empregos e 7,42% de crescimento), seguido pelos Serviços (18.884 empregos e 3,72%), e Comércio (18.506 empregos e 6,37% de aumento). Em seguida, figuravam a Indústria de Transformação (17.223 e incremento de 10,27%) e Construção Civil (9.545 novos empregos). Vale ressaltar que a Construção Civil apresentou o melhor desempenho relativo (12,32% de crescimento) dentre todos os setores de atividade econômica. A indústria Extrativa Mineral (872 empregos) e os Serviços Industriais de Utilidade Pública (750 vínculos empregatícios) também apresentaram resultado positivo.

Observou-se que a geração de empregos por faixa etária, as informações da RAIS apontam que houve expansão generalizada em todas as faixas. O destaque em termos absolutos para os trabalhadores de 30 a 39 anos de idade (32.667 empregos). Em seguida os jovens, entre 16 a 29 anos, (34.799 novos empregos), que corresponderam a 33,7% do contingente total de 103.153 vínculos gerados em 2007.

A análise da criação de vagas no mercado de trabalho formal em função da escolaridade aponta para a redução nos estratos com menor nível de instrução. Com efeito, o número de empregos para os trabalhadores analfabetos contraiu (-1.720 vagas) entre 2006 e 2007, a mesma tendência observada para aqueles alfabetizados e com menos de quatros anos de estudo (-2.649 postos) e para o grupo de trabalhadores cujo grau de instrução se concentra na 4ª série completa do ensino fundamental (-2.144 empregos). Por outro lado, foram criados 77.090 empregos para trabalhadores com ensino médio completo, o correspondente, em termos absolutos, a cerca de 75,0% da criação de postos de trabalhos formais no Bahia em 2007, e a 10,04% de expansão em termos relativos. Por fim, foram criados 26.463 novos vínculos para aqueles com nível superior (25,6% do total), sendo que destes 22.457 destinados aos trabalhadores com superior completo.

“Os dados da RAIS deixam ainda mais evidente a seletividade do mercado de trabalho para trabalhadores com maior nível de instrução e indicam que o ensino médio completo é um divisor de águas para a inserção no mercado formal de trabalho. Diante deste contexto, as políticas de elevação de escolaridade e a ampliação de vagas na educação profissional assumem um papel cada vez mais estratégico, juntamente com ações de qualificação profissional”, define José Ribeiro.

Tratando-se da remuneração média dos trabalhadores baianos inseridos no mercado formal, os dados da RAIS apontam uma elevação de 2,26%, em termos reais, tomando como referência o mês de dezembro de 2006 e o deflator INPC. Com efeito, a remuneração média cresceu de R$ 1.072,90 em 2006 para R$ 1.097,15 em 2007. Chama a atenção o fato de que esse percentual de incremento do rendimento laboral no mercado estadual (2,26%) foi bastante superior ao observado para a média nacional (0,68%).

Sobre a RAIS

A RAIS - Relação Anual de Informações Sociais – é um registro administrativo instituído pelo Decreto n° 76.900/75, de responsabilidade do Ministério Trabalho e Emprego (MTE), criado com fins operacionais, fiscalizadores e estatísticos. Sua declaração é anual e obrigatória a todos os estabelecimentos existentes no território nacional, independentemente de possuírem ou não empregados.

Uma das principais riquezas da RAIS é a sua cobertura, que se situa acima de 97% do universo formal, o que a faz ser considerada um Censo anual do mercado de trabalho formal. Além da cobertura, outra potencialidade é a sua abrangência. Diferentemente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que abarca apenas o emprego celetista, a RAIS contempla todos os empregados formais celetistas, estatutários, temporários, avulsos, entre outros.