Nem tudo o que parece culpa da crise de fato é

10/03/2009
Não dá para sair culpando a quebradeira nos EUA de tudo o que acontece no Brasil, adverte Ana Margaret Simões, economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos [Dieese].

“Notícia ruim vende. A crise existe, mas sua intensidade a gente ainda não viu. Tem muita gente usando essa desculpa pra tentar justificar problemas anteriores”.

Ana explica que o primeiro setor a sentir o impacto desta crise, a grande indústria, não tem peso na economia de Salvador como tem, por exemplo, em São Paulo.

A certeza é que, em tempos de recessão, parcelas mais vulneráveis no mercado – jovens, mulheres e negros – sejam mais prejudicados.

O economista Luiz Chateubriand, da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia [SEI] pondera que a crise não atinge a sociedade da mesma forma e pelo mesmo tempo. É possível que, com a crise, o jovem busque o mercado, mas o contrário também pode acontecer: sabendo que não há vagas, muita gente nem perca tempo em procurar.

ESTÁGIO – Para quem está disposto a correr atrás, a boa notícia é que março é o mês ideal para procurar estágio. As empresas iniciam a contratação e o semestre letivo está apenas começando, diz o gerente regional do Centro de Integração Empresa-Escola [CIEE], Alessandro Salvatore.

“Prevemos um incremento de 10% no número de estágios entre 2008 e 2009“. Além dos estágios para o ensino médio e superior, o CIEE oferece o programa Adolescente Aprendiz, para jovens, entre 14 a 22 anos: www.ciee.org.br.