Inflação sobe 0,36% em fevereiro

Publicado: 12/03/2009 Última atualização: 06/10/2026 às 09:27
Em Salvador, a inflação registrou um leve acréscimo de 0,36% no mês de fevereiro de 2009, uma variação menor que a de janeiro, quando alcançou 1,07% e também inferior ao resultado de fevereiro de 2008 que chegou a 0,47%, conforme as informações do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), pesquisa realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Seplan.  

Ao analisar os doze últimos meses (março/ 2008 a fevereiro/ 2009), a inflação situou-se em 5,46%, um resultado inferior ao acumulado nos doze meses imediatamente anteriores de 5,58% (fevereiro/ 2008 a janeiro/ 2009).

Dos 375 produtos e serviços pesquisados pelo IPC/SEI, 197 tiveram alta de preços, 96 registraram decréscimos e 82 não apresentaram alterações. Do total de produtos e serviços, aqueles que mais colaboraram para o aumento do índice foram: IPTU (6,26%), lanche (1,94%), camisa masculina (3,42%), excursão marítima (4,24%), boate, danceteria e discoteca (12,49%), calça comprida masculina (2,65%), refrigerante fora do domicilio (3,08%), conjunto de short e camisa infantil (6,88%), short, calção e camisa masculina (3,90%) e sabão em pó/ pedra (2,17%). Por outro lado, os produtos e serviços que exerceram maiores pressões negativas foram: passagem aérea (-20,86%), calça comprida feminina (-10,01%), excursão não escolar (-2,87%), sandália feminina (-7,57%), tomate (-12,84%), microcomputador/ impressora (-3,23%), cinto feminino (-31,28%), feijão mulatinho (-3,20%), maracujá (-24,71%), aparelho DVD (-6,68%).

Quando observados os sete grandes grupos pesquisados (Habitação, Alimentos e bebidas, Artigos de residência, Transporte e comunicação, Saúde e cuidados pessoais, Despesas pessoais e Vestuário), seis registraram acréscimos e apenas um apresentou queda. O grupo que mais contribuiu para o aumento da inflação foi Habitação, com incremento de 0,73%, influenciado pelo imposto predial e pelo aluguel. Já o grupo Vestuário foi o único que variou negativamente, registrando queda de -0,21%. Os produtos que mais influenciaram para este resultado foram: cinto feminino (-31,28%), mala (-14,61%) e mochila não escolar (14,10%).

Preço da cesta básica recua


Em fevereiro, a cesta básica apresentou uma queda de 2,79%, quando comparada com o mês anterior. Dentre os 12 produtos que integram a cesta, quatro registraram variações negativas: tomate (-12,84%), banana da prata (-8,00%), feijão mulatinho (-3,20%), arroz (-0,46%). Por outro lado, sete produtos tiveram variações positivas: farinha de mandioca (1,51%), carne bovina “cruz machado” (0,94%), açúcar cristal (0,83%), manteiga (0,82%), café moído (0,41%), pão francês (0,37%), óleo de soja (0,36%) e, somente, leite pasteurizado permaneceu estável.    

A cesta básica passou a custar R$ 177,96, portanto, o trabalhador comprometeu cerca de 42,88% do salário mínimo vigente na época, de R$ 415, para adquirir a cesta básica.