Publicado: 18/03/2009
Última atualização: 06/10/2026 às 09:27
O emprego com carteira assinada na Bahia voltou a crescer, registrando leve expansão de 0,03%, em fevereiro. Este percentual corresponde a 422 novos postos no mercado de trabalho formal, resultado da diferença entre 42.462 admissões e 42.040 desligamentos no mês. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento do Estado.
O desempenho do estado acompanhou o resultado para o conjunto do país, que também apresentou expansão de 0,03% em fevereiro, com a criação de 9.179 empregos. Já na região Nordeste houve declínio de -0,35%, sendo eliminadas 16.692 vagas. Apenas Sergipe (+1.039 postos) e Bahia (+422) apresentaram saldos positivos dentre os estados nordestinos.“Os resultados de fevereiro podem significar o início de uma reação do mercado formal de trabalho na Bahia e são ainda mais significativos se levarmos em conta que São Paulo, a maior economia do País, com 34,0% do PIB brasileiro, ainda apresentou resultado negativo – foram menos 95 empregos”, explica Geraldo Reis, diretor geral da SEI.
As informações sugerem que as ações de combate aos efeitos da crise econômica mundial adotadas pelo Governo do Estado começam a surtir efeitos. Neste contexto, merecem destaque o diálogo permanente com o setor empresarial e os sindicatos de trabalhadores, a adoção de parcelamento e prazos especiais para o recolhimento do ICMS dos segmentos da economia mais diretamente afetados pela crise, a concessão de linhas de crédito especiais e a liberação automática de créditos acumulados.
Vagas - O interior do estado foi responsável pela criação de 1.641 postos em fevereiro de 2009, enquanto a Região Metropolitana de Salvador (RMS) eliminou 1.219 vagas.
Entre os setores de atividade econômica, o destaque ficou por conta dos Serviços, que geraram 945 empregos, seguido da Agropecuária, que criou 759 novas oportunidades de trabalho no mês. A performance dos Serviços foi impulsionada pelo excelente desempenho do segmento de Ensino que encerrou o mês de fevereiro com um saldo positivo de 945 contratações em função, sobretudo, do início do ano letivo.
Os demais setores apresentaram resultados negativos, com destaque para o Comércio (-421 empregos), a Construção Civil (-282) e a Indústria de Transformação (-277). No Comércio, enquanto o segmento atacadista gerou 122 empregos, o varejista eliminou 543 vagas. Já na Indústria de Transformação, o subsetor da indústria mecânica foi o que mais fechou postos de trabalho (-310), ao passo em que os subsetores de produção de alimentos e bebidas (+207) e de produção de minerais não metálicos (+157) apresentaram os melhores desempenhos.
Na RMS, o saldo negativo de -1.219 empregos foi bastante condicionado pela retração de vagas na Indústria de Transformação (-649 postos), na Construção Civil (-489) e no Comércio (-359). Por outro lado, o setor de Serviços abriu 333 novas vagas.
Em 2009, oportunidades estão no interior do estado
O ano de 2009 acumula, até fevereiro, saldo negativo de 495 empregos, o correspondente a um ínfimo declínio de -0,04% - bem menor em comparação com as médias nacional (-0,29%) e nordestina (-0,85%).
O interior do estado acumula 1.870 novas vagas este ano, enquanto a RMS eliminou, em janeiro e fevereiro, 2.365 postos. “A performance negativa da RMS vem sendo condicionada pela redução do número de vagas no comércio varejista (-1.630) e na indústria de transformação (-548)”, aponta José Ribeiro, diretor de Pesquisas da SEI.
A Agropecuária vem liderando a expansão do emprego na Bahia em 2009, por intermédio da criação de 1.974 empregos durante os meses de janeiro e fevereiro. Em seguida, figuram os Serviços (+ (689 vagas) e a Construção Civil (+624 postos). Já o Comércio (-1.901 empregos) e a Indústria de Transformação (-1.295) acumulam as maiores baixas do acumulado do ano.