Comércio expandiu 1,3% em março

Publicado: 15/05/2009 Última atualização: 06/10/2026 às 09:56
Em março, as vendas do comércio varejista da Bahia apresentaram expansão de 1,3% em relação ao mesmo mês de 2008. Na comparação com o mês anterior, fevereiro, o crescimento das vendas foi de 1,2%. Os números seguem a tendência nacional: no Brasil, o comércio expandiu 1,8% em relação a 2008 e 0,3% na comparação com fevereiro. As informações são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC/ IBGE), divulgada am âmbito regional pela SEI.
Nos últimos meses de 2008 e nos três primeiros meses deste ano, refletindo os efeitos da crise global, o comércio varejista baiano vem apresentando desaquecimento. A taxa de 2,6% acumulada no primeiro trimestre de 2009, se comparada com a obtida no mesmo período do ano passado (8,8%), confirma a desaceleração do setor. Os resultados de janeiro a março, apesar de positivos, são considerados de pouca expressividade, indicando que em 2009 o comércio baiano atingirá crescimento muito inferior ao do ano passado (7,8%).

Segmentos - Os efeitos da crise internacional foram mais intensos nos ramos de bens duráveis, mais dependentes de crédito. Mantiveram recuo os segmentos de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-22,3% no mês e -26,7% no trimestre) e Móveis e eletrodomésticos (0,5% em março, acumulando queda de 4,0% no trimestre). Também se observou desempenho negativo nos ramos de Combustíveis e lubrificantes (-4,2%) e Tecidos, vestuário e calçados (-4,2%), no mês, com quedas de 2,0% e 4,8% no ano, respectivamente.
A expansão de 36,7% fez o grupo de Outros artigos de uso pessoal e doméstico ser o principal destaque nas vendas de março, acumulando aumento de 38,5% de janeiro a março. Destacaram neste ramo as vendas de CDs, material ótico e fotográfico, jóias, artigos esportivos e brinquedos.

O segundo desempenho  mais expressivo ficou por conta do aumento das vendas de Livros, jornais, revistas e papelaria  (11,4%). Com esse resultado, no acumulado janeiro-março, os negócios do ramo expandiram-se 33,7%. Durante todo o ano de 2008, esse ramo de atividade apresentou elevadas taxas de crescimento dos negócios, atingindo (26,9%) no acumulado dos últimos 12 meses.

No segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumarias e cosméticos, a pesquisa apurou crescimento de 14,7%.

O grupo de Hipermercados, supermercados, produtos, alimentícios, bebidas e fumo teve expansão de apenas 0,2%. Desde outubro de 2008, esse ramo de atividade vinha apresentando sucessivas taxas positivas, acumulando no primeiro trimestre 4,4%. Já o subgrupo de Hipermercados e supermercados teve retração nas vendas em março (-1,4%).

Em março, o resultado desse grupo impediu um desempenho mais positivo do indicador do comércio baiano, pois é o de maior representatividade, respondendo por mais de 40% da taxa do varejo. “Com as restrições orçamentárias, as famílias vêm eliminando de suas compras itens supérfluos e substituindo determinados produtos de marcas tradicionais por outros de preços mais acessíveis aos seus respectivos poder de compra”, diz Maria de Lourdes Caires, técnica da SEI.

Nos dois segmentos que não integram a taxa geral do varejo, a pesquisa apurou taxa positiva para Veículos, motocicletas, partes e peças (20,4%) e queda de 1,4 % na comercialização de Material de construção.