Publicado: 05/06/2009
Última atualização: 06/10/2026 às 09:56
Em abril, a produção da indústria baiana recuou 11,0% em relação a março, praticamente anulando o crescimento de 14,2% registrado em janeiro. No confronto com abril de 2008, o recuo é de 20,4%. Segundo análise da SEI, foi preponderante para este resultado a queda acentuada de 68,0% no segmento de refino de petróleo e produção de álcool. Além da já constatada crise de demanda, houve parada programada em uma grande empresa do setor petrolífero, com redução na fabricação de óleo diesel e nafta.
Todos os 13 estados da federação pesquisados mostraram recuo em suas indústrias em relação a abril de 2008. No conjunto do País, a queda foi de 14,8%. Na Bahia, a indústria de transformação retraiu 21,1% no período.Também influenciaram o recuo neste período: produtos químicos (-5,2%), por conta da queda na produção de dióxidos de titânio e sulfato de amônio; e de metalurgia básica (-15,6%), proveniente da retração na produção de lingotes, blocos e placas de aços ao carbono, e ouro em barras. Dos segmentos que registraram crescimento, destacam-se: celulose e produtos de papel (8,0%), proveniente do aumento na produção de celulose; e minerais não-metálicos com taxa de 5,9%, sendo influenciado pelo aumento na produção de ladrilhos e placas de cerâmica.
Já no indicador mês a mês, que compara abril com março, o desempenho da Bahia (-11,0%) foi seguido do Amazonas (-5,0%), Pará (-3,6%), Pernambuco (-3,5%), Rio de Janeiro (-0,5%) e Paraná (-0,1%). “Uma das avaliações é de que os estados que sentiram primeiro os efeitos da crise, a exemplo de São Paulo e Minas Gerais, vêm tendo uma recuperação mais rápida, enquanto outros estados, como a Bahia, estão sendo mais afetados agora. Somente no último trimestre, a produção industrial paulista caiu 18,9%. Em Minas, a retração começou em julho de 2008 e acumulou, até dezembro, perdas de 31,5%. A recuperação da indústria baiana, dependerá, em grande medida, da retomada do mercado internacional e do centro sul do país, de estados como São Paulo e Minas Gerais, daí a importância da retomada das atividades nesses centros”, avalia Geraldo Reis, diretor-geral da SEI.
No primeiro quadrimestre, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou queda de 12,7%, e a indústria de transformação registrou taxa de -13,0%. Refino de petróleo e produção de álcool (-23,2%), produtos químicos (-16,1%) e metalurgia básica (-30,8%) foram os segmentos com as maiores contribuições para a queda no período. Por outro lado, as maiores contribuições positivas vieram dos segmentos de alimentos e bebidas (8,9%) com aumento na fabricação de óleo de soja em bruto, e minerais não-metálicos (10,3%), em função do aumento na produção de ladrilhos de cerâmica.