Cai ocupação na RMS

Publicado: 25/06/2009 Última atualização: 06/10/2026 às 09:56
Em maio, a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador aumentou, passando de 20,5% em abril para os atuais 21,6% da População Economicamente Ativa (PEA), de acordo com as informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela SEI em parceria com o Dieese, Seade, Setre e UFBA. Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto cresceu de 12,7% em abril para 13,6% em maio e a de desemprego oculto de 7,8% para 8,1% no mesmo período.

O contingente de desempregados em maio foi estimado em 396 mil pessoas, 20 mil a mais que em abril. Esse resultado decorreu da redução do contingente de ocupados em 22 mil pessoas, apenas ligeiramente atenuado pela saída de dois mil pessoas da População Economicamente Ativa – PEA. A taxa de participação passou de 58,8% para os atuais 58,6%.

Nível de ocupação diminui em maio

Entre abril e maio, o nível ocupacional diminuiu 1,5% com a redução de 22 mil postos de trabalho, totalizando 1.436 trabalhadores na Região Metropolitana de Salvador. Tal resultado deveu-se à diminuição ocupacional nos seguintes setores: Serviços (17 mil ocupações ou 1,9%), na Indústria (12 mil postos ou 9,7%) e no agregado “Outros Setores” ? que inclui Serviços Domésticos, Construção Civil e Outras Atividades (4 mil ocupações ou 1,8%). Por outro lado, o Comércio registrou crescimento (11 mil postos ou 5,0%).

Segundo a posição na ocupação, em maio, registrou-se redução no emprego assalariado (nove mil postos de trabalho ou 0,9%). Verificou-se retração no contingente do setor privado (três mil ou 0,4%) e no do setor público (seis mil pessoas ou 2,7%). No interior do setor privado, houve relativa estabilidade do nível de emprego com carteira assinada (dois mil postos ou +0,3%) e diminuição entre aqueles sem carteira assinada (cinco mil empregos ou 3,7%). O número de autônomos e o de trabalhadores domésticos diminuiu 11 mil e cinco mil, respectivamente, enquanto o do agregado “Outros” que inclui os Empregadores, os Trabalhadores Familiares e os Donos de Negócios Familiares, etc., ampliou-se em três mil trabalhadores.

Retração do rendimento dos ocupados

(Os dados de rendimentos são apresentados com um mês de defasagem, já que são investigados os rendimentos recebidos no mês anterior ao das entrevistas).

Em abril, o rendimento médio real decresceu para ocupados (1,1%) e para os assalariados (1%). Os valores desses rendimentos foram estimados em R$ 992 e R$ 1.091, respectivamente.

No mesmo período, a massa de rendimentos diminuiu para os ocupados (1,1%) e manteve relativa estabilidade para os assalariados (+0,4).

COMPARAÇÃO COM MAIO DE 2008

Aumenta a população economicamente ativa

Na comparação com maio de 2008, o contingente de desempregados na RMS aumentou em 17 mil pessoas. Este resultado decorreu do crescimento do número de pessoas na PEA (dez mil) e da redução de sete mil ocupações.

A taxa de desemprego total cresceu 3,8%, passando de 20,8% para 21,6% da PEA. Esse resultado refletiu o desempenho das taxas de desemprego aberto, que passou de 12,4% para 13,6%, e oculto, que passou de 8,5% para 8,1%. A taxa de participação, por sua vez, retraiu-se de 59,9% para os atuais 58,6%.

Nos últimos 12 meses, o número de ocupados diminuiu em sete mil trabalhadores (0,5%). Houve diminuição do nível de ocupação na Indústria (nove mil ou 7,4%) e nos Serviços (nove mil ocupações ou 1,0%); e ampliação no agregado “Outros Setores” (oito mil ou 3,8%), que inclui a Construção Civil, os Serviços Domésticos e Outras Atividades e no Comércio (três mil ou 1,3%).

Cresce o número de ocupados com carteira assinada

Segundo a posição ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados aumentou 3% (28 mil), com crescimento do emprego no setor privado (17 mil) e no setor público (12 mil). No primeiro, registrou-se aumento no contingente de assalariados com carteira assinada (42 mil) e diminuição entre os sem carteira (25 mil). O contingente de trabalhadores autônomos diminuiu em 25 mil indivíduos, o de agregado “Outros” em 8 mil e o de trabalhadores domésticos em dois mil.

Rendimento dos ocupados em alta nos últimos 12 meses

Em relação a abril de 2008, houve crescimento do rendimento real médio para a população ocupada (5,2%) e para a assalariada (3,5%).

Na mesma base de comparação, houve elevação nas massas de rendimentos médios reais dos ocupados (5,9%) e dos assalariados (8,3%). No caso dos ocupados, o acréscimo deveu-se quase que exclusivamente ao crescimento do rendimento, já que o aumento do nível ocupacional foi modesto. Entre os assalariados, o acréscimo foi resultado de desempenhos positivos tanto do emprego quanto do nível de rendimento.