Diminui o desemprego na Região Metropolitana de Salvador

Publicado: 26/08/2009 Última atualização: 06/10/2026 às 09:56

O desemprego diminuiu pelo segundo mês consecutivo na Região Metropolitana de Salvador (RMS), passando de 21,3% em junho para atuais 20,9% da População Economicamente Ativa (PEA). A informação é da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada em parceria pela SEI, DIEESE, Fundação Seade, Setre e UFBA.Conforme os dados, o desemprego aberto retraiu de 13,9% em junho para 13,3% em julho e o de desemprego oculto oscilou de 7,5% para 7,6% no mesmo período.



O desemprego diminuiu pelo segundo mês consecutivo na Região Metropolitana de Salvador (RMS), passando de 21,3% em junho para atuais 20,9% da População Economicamente Ativa (PEA). A informação é da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada em parceria pela SEI, DIEESE, Fundação Seade, Setre e UFBA.Conforme os dados, o desemprego aberto retraiu de 13,9% em junho para 13,3% em julho e o de desemprego oculto oscilou de 7,5% para 7,6% no mesmo período.

Foi registrado um contingente de 1,451 milhão de trabalhadores na Região Metropolitana de Salvador. Este resultado decorre do aumento de seis mil postos no mercado de trabalho e da diminuição em duas mil pessoas da PEA. O contingente de desempregados foi estimado em 383 mil pessoas. A taxa de participação passou de 58,6% para 58,4% da População em Idade Ativa (PIA).

Os setores de atividade que mais puxaram a retração do desemprego foram a Construção Civil, com a criação de seis mil postos (6,4%), Serviços,com o surgimento de duas mil vagas (0,2%), e Comércio com mais mil ocupações (0,4%). Houve estabilidade no agregado “Outros Setores”, que inclui Serviços Domésticos e Outras Atividades, e na Indústria houve perda ocupacional de três mil postos (-2,5%).

A pesquisa aponta a diminuição do emprego assalariado em, aproximadamente, sete mil postos de trabalho (-0,7%). O setor privado reduziu o contingente de trabalhadores em sete mil vagas (-0,9%), sendo eliminados nove mil empregos celetistas e criadas duas mil vagas sem carteira assinada. No setor público, houve aumento de mil postos (0,5%).

Por sua vez, o número de autônomos e o de trabalhadores domésticos cresceu 12 mil e dois mil, respectivamente. O agregado “Outros” (Empregadores, Trabalhadores Familiares e os Donos de Negócios Familiares, etc.) diminuiu mil trabalhadores.

Em relação ao rendimento médio, houve uma queda de 3% para ocupados e 1,1% para assalariados. Os valores desses rendimentos foram estimados em R$ 967 e R$ 1.081, respectivamente.

Comportamento em 12 meses

Na comparação entre julho de 2009 e o mesmo período de 2008, a taxa de desemprego passou de 20,4% para 20,9%, resultado que reflete o desempenho das taxas de desemprego aberto, que evoluiu de 12,2% para 13,3%, e do desemprego oculto, que diminuiu de 8,3% para 7,6%.

O aumento da taxa de desemprego pode ser explicado pelo número de ocupações geradas neste período não ter sido suficiente para cobrir a quantidade de indivíduos que passaram a fazer parte da População Economicamente Ativa (PEA). Ao todo, 13 mil indivíduos integraram a PEA, enquanto foram criadas duas mil vagas de trabalho. Portanto foi registrado um aumento de 11 mil pessoas no contingente de desempregados. O número de pessoas ocupadas passou de 1,449 milhão de pessoas para 1,451 milhão. A taxa de participação, por sua vez, retraiu de 59,6% para os atuais 58,4%.

O Comércio foi o setor que mais expandiu durante o ano, com a criação de 25 mil ocupações (11,4%), e a Construção Civil teve um crescimento de 15 mil postos (17,6%). O segmento de Serviços reduziu em 19 mil ocupações (-2,2%), o agregado “Outros Setores” (Serviços Domésticos e Outras Atividades) eliminou 11 mil vagas (-7,9%) e a Indústria retraiu oito mil postos (-6,5%).

Segundo a posição ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados aumentou 12 mil vagas (1,3%), devido à criação de nove mil postos no setor público e, em menor proporção, no setor privado de quatro mil. No setor privado foi registrado aumento dos assalariados com carteira assinada de 26 mil vagas e diminuição entre os sem carteira de 22 mil. O número de trabalhadores domésticos reduziu em nove mil pessoas, ode trabalhadores autônomos teve um crescimento de quatro mil postos, enquanto o de agregado “Outros” reduziu em cinco mil.

Em junho de 2009, relativamente ao mesmo mês do ano anterior, o rendimento médio real diminuiu para a população ocupada (0,7%) e para a assalariada (2,0%).

Nota metodológica:
Os resultados da Pesquisa de Emprego e Desemprego expressam médias trimestrais móveis dos indicadores produzidos. Isto significa que as informações referentes a determinado mês representam a média dos dados coletados no último mês e nos dois meses que o antecederam.