Em agosto, a taxa de desemprego da Região Metropolitana de Salvador (RMS) diminuiu pela terceira vez consecutiva, passando de 20,9% em julho para 20% da População Economicamente Ativa (PEA), uma variação na taxa de 4,3%.
Em agosto, a taxa de desemprego da Região Metropolitana de Salvador (RMS) diminuiu pela terceira vez consecutiva, passando de 20,9% em julho para 20% da População Economicamente Ativa (PEA), uma variação na taxa de 4,3%. Houve redução tanto do desemprego aberto que recuou de 13,3% para 12,8%, quanto do desemprego oculto que passou de 7,6% para 7,2%, no mesmo período. As informações são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, DIEESE, UFBA, Setre e Fundação Seade.
No último mês analisado, foram geradas 17 mil ocupações, número maior que o aumento de mil pessoas na População Economicamente Ativa (PEA). Portanto, 16 mil pessoas saíram do contingente de desempregados, estimado em 367 mil pessoas. É importante notar que a queda na taxa de desemprego foi causada pela geração de postos de trabalho, que superou o número de pessoas que entraram para a PEA. A taxa de participação passou de 58,4% para 58,3% da População em Idade Ativa.
Na comparação com julho de 2009, o nível ocupacional cresceu 1,2%, sendo calculado um total de 1.468 mil trabalhadores na Região Metropolitana de Salvador em agosto. Este resultado deveu-se, principalmente, à elevação ocupacional nos seguintes setores: Serviços, com mais 17 mil postos (2%), Comércio, com novas duas mil ocupações (0,8%), agregado “Outros Setores” (que inclui Serviços Domésticos e Outras Atividades) com mais duas mil vagas (1,6%) e Indústria, com um aumento de mil postos (0,9%). Por outro lado, apenas a Construção Civil apresentou perda de cinco mil ocupações (-5%).
De acordo com a posição na ocupação, em agosto, houve incremento de dez mil postos no emprego assalariado (1,1%). Verificou-se elevação de nove mil vagas no contingente do setor privado (1,2%) e mais mil ocupações no setor público (0,5%). O setor privado apresentou movimentos diferenciados entre os contingentes de assalariados com carteira e os sem carteira assinada. O primeiro teve aumento de dez mil ocupações, enquanto o segundo registrou redução de mil postos. O número de autônomos e do agregado “Outros” (que inclui os Empregadores, os Trabalhadores Familiares e os Donos de Negócios Familiares, etc.), aumentou em seis mil e mil vagas, respectivamente. O contingente de trabalhadores domésticos não sofreu alteração em relação ao mês anterior.
Em julho, o rendimento médio declinou para ocupados (0,6%) e para assalariados (1,3%). Os valores desses rendimentos foram estimados em R$ 961 e R$ 1.066, respectivamente. Uma das razões para a queda do rendimento médio vem da defasagem sofrida pelo salário mínimo que foi reajustado a última vez em fevereiro de 2009.
COMPORTAMENTO EM 12 MESES
Na comparação entre agosto de 2008 e 2009, a taxa de desemprego permaneceu relativamente estável, passando de 19,9% para 20% da PEA. Esse resultado decorreu do desempenho da taxas de desemprego aberto que evoluiu de 12,2% para 12,8%, e da taxa de desemprego oculto que diminuiu de 7,6% para 7,2%.
O contingente de desempregados aumentou em mil pessoas, devido à saída de três mil indivíduos da População Economicamente Ativa (PEA) e da retração do número de ocupados, menos quatro mil pessoas. A taxa de participação retraiu de 60% para os atuais 58,3%.
O número de ocupados passou de 1.472 mil pessoas para 1.468 mil. Observou-se movimentos diferenciados entre os setores de atividade: aumento ocupacional no Comércio de 17 mil empregos (7,4%) e na Construção Civil de dez mil postos (11,8%); e redução nos Serviços, menos 12 mil ocupações (-1,3%), na Indústria, menos 11 mil postos (-8,7%) e no agregado “Outros Setores” (que inclui os Serviços Domésticos e Outras Atividades), retraiu oito mil vagas (-5,8%).
Na posição ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados aumentou em 11 mil vagas (1,2%), com crescimento do emprego no setor privado de seis mil e no setor público, sete mil. No primeiro, registrou-se aumento de 30 mil postos de trabalho assalariado com carteira assinada e diminuição 24 mil postos sem carteira. O contingente de autônomos aumentou em cinco mil indivíduos, enquanto o de domésticos e o do agregado “outros” reduziram-se em nove mil e 11 mil, respectivamente.
Em julho de 2009, relativamente ao mesmo mês do ano anterior, o rendimento médio real diminuiu para a população ocupada (1,9%) e, em maior proporção, para a assalariada (3,7%).