Indústria baiana cresce 5,7% em agosto

Publicado: 07/10/2009 Última atualização: 06/10/2026 às 09:56

Imagem do destaque Refino de petróleo e álcool, com 44% de crescimento, puxou o resultado

Em agosto, a produção industrial da Bahia cresceu 5,7% em relação ao mês imediatamente anterior, recuperando o recuo de julho. O estado foi um dos que apresentou média acima da nacional (1,2%), ao lado de Pernambuco (7,4%), Espírito Santo (6,0%), região Nordeste (3,9%), São Paulo (2,5%) e Rio Grande do Sul (1,9%). Segundo análise de Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, o crescimento foi puxado pelo refino de petróleo e álcool, com 44,4% de ampliação em sua produção. Também contribuíram positivamente os segmentos de veículos automotores, com 16% de expansão, e de celulose, papel e produtos de papel, com 13,5%.

Os últimos resultados da indústria petrolífera indicam que o setor está em processo de recuperação, o que pode estar associado ao aumento da demanda por esses produtos nos mercados interno e externo. A exportação do segmento de Petróleo e derivados cresceu 222% em agosto, em relação a agosto de 2008. No mês anterior, julho, o segmento havia tido uma queda nas exportações de cerca de 45% em relação ao mesmo mês de 2008.

No caso da demanda interna, o secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, avalia que “o acerto da política do governo possibilitou o aumento do consumo interno, que por sua vez reestimulou nossa indústria, aquecendo a economia e demandando uma maior necessidade por derivados do petróleo”.

No confronto com agosto de 2008, a produção industrial da Bahia assinalou queda de 6,1%, menos intensa que a média nacional (-7,2%), que foi de 7,2%. “A crise econômica mundial foi o principal fator para esta queda em relação ao ano passado, mas este crescimento de 5,7% numa comparação com julho demonstra que a Bahia está se recuperando rapidamente, com perspectivas de continuar crescendo”, relata o secretário do Planejamento Walter Pinheiro.

Seis das nove atividades pesquisadas na Bahia apresentaram taxas negativas em relação a agosto de 2008. As principais retrações vieram de produtos químicos (-14,4%), com recuo na produção de uréia e polietileno; metalurgia básica (-15,1%), pela retração de vergalhão de cobre e fio-máquina de aço; borracha e plástico (-16,8%), motivado pela indústria de chapa de plástico e tubos, canos e mangueiras plásticas. As contribuições positivas vieram de refino de petróleo e produção de álcool (3,1%), minerais não-metálicos (7,9%) e alimentos e bebidas (1,0%).

No indicador acumulado no ano, até agosto, a indústria baiana registra queda de 9,5%, com resultados negativos em sete dos nove segmentos pesquisados. As maiores contribuições negativas são de refino de petróleo e produção de álcool (-22,2%), metalurgia básica (-21,0%), produtos químicos (-6,1%) e veículos automotores (-17,5%). Por outro lado, as únicas contribuições positivas no acumulado do ano são dos segmentos de alimentos e bebidas (2,1%) e minerais não-metálicos (7,7%).