Saldo até novembro é recorde e coloca a Bahia como líder da geração de empregos no Nordeste
A Bahia é o estado com a maior expansão do emprego no Nordeste em 2009. Com a geração de 13.241 novos postos formais em novembro, o estado acumula nos 11 primeiros meses do ano 75.424 novos empregos, recorde da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho, no estado. O saldo de 2009, até novembro, está bem acima do encontrado no mesmo período do ano passado (56.147) e foi puxado pelos setores de serviços e da construção civil.
Na avaliação do secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, a Bahia lidera o Nordeste na geração de empregos porque aproveitou bem as oportunidades do governo federal com as obras do PAC e do Minha Casa, Minha Vida. “Foram obras de infraestrtutura que contribuíram para dinamizar ainda mais o setor da construção civil. Os empregos gerados aqueceram as vendas no comércio, que também teve destaque na empregabilidade”, explicou Pinheiro. Além disso, o Governo da Bahia garantiu investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que foram decisivos para atravessar o momento de crise mundial.
O saldo de emprego da Bahia no ano representa 31,1% do total gerado no Nordeste. Entre os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, a Bahia ocupa a 7ª posição, atrás apenas de São Paulo (468.759), Minas Gerais (140.370), Paraná (105.068), Rio de Janeiro (96.634) Rio Grande do Sul (75.950) e Santa Catarina (75.550). Segundo Pinheiro, este foi o resultado mais expressivo dentre todos os meses deste ano e expressa uma nova retomada de crescimento do emprego. “Entre os meses de outubro e novembro houve uma ampliação de 5.798 postos”, destacou.
Os serviços e a construção civil foram os setores que mais geraram postos de trabalho celetistas de janeiro a novembro de 2009, com saldos de 27.002 e de 24.173 empregos, respectivamente. Outro setor que também teve bom desempenho foi o Comércio (13.524). A Administração Pública foi o único setor com saldo negativo, com o fechamento de 16 postos de trabalho celetistas.
A participação da RMS foi a mais expressiva ao longo desses 11 meses, com 40.410 empregos gerados ou 53,6% do total, enquanto que o interior do estado, isto é, a região não metropolitana, criou 35.014 empregos com carteira assinada, o equivalente a 46,4%.
Os municípios metropolitanos que mais criaram vagas com carteira assinada foram Salvador (32.596), Lauro de Freitas (5.296) e Camaçari (1.388). Com relação aos municípios da região não metropolitana, Feira de Santana (6.676) e Itapetinga (2.670) sobressaíram-se, criando a maioria dos empregos. Por outro lado, Dias D’Ávila (-1.396) foi o único município da RMS que fechou vagas celetistas e Mata de São João, Sento Sé e São Sebastião do Passésão os municípios do interior do estado que registraram os saldos mais negativos de, respectivamente: -450; -317 e -196 empregos.
Resultado do mês, com 13 mil novos postos, também é recorde
O saldo de 13.241 postos no mês de novembro surpreendeu pelo resultadopositivo, um recorde para os meses de novembro da série do CAGED, período em que, tradicionalmente, o mercado de trabalho formal se retrai. Em novembro de 2008, por exemplo, houve uma eliminação de 353 empregos.
Mais uma vez, a Bahia foi o estado com o maior saldo de empregos do Nordeste, correspondendo a cerca de 24,0% do total de postos de trabalho formais criados na região. Na comparação com os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, a Bahia obteve o sétimo saldo mais expressivo do país. O volume total de 13.241 empregos criados só foi menor do que o verificado nos estados de São Paulo (69.667), Rio Grande do Sul (25.723), Minas Gerais (24.979), Rio de Janeiro (24.613), Santa Catarina (17.847) e Paraná (16.031).