Comércio baiano cresceu 7,0% em 2009

Publicado: 23/02/2010 Última atualização: 06/10/2026 às 09:55

Em dezembro, a taxa de 12,6% foi a mais expressiva do ano



O comércio varejista da Bahia encerrou 2009 acumulando incremento de 7,0% no volume de vendas. O mês de dezembro impulsionou o resultado, com a taxa de crescimento de maior expressividade do ano (12,6%), ante igual mês de 2008. Na comparação com novembro, mês imediatamente anterior ao analisado, a variação foi negativa (0,1%). Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada em âmbito nacional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e divulgados, em parceria, pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

“A manutenção do nível de renda e a grande geração de emprego em 2009 refletiu diretamente no comércio, especialmente no segundo semestre do ano, quando o consumidor retomou a confiança no desempenho da economia. Esse crescimento impactou diretamente o resultado do PIB, estimado pela SEI em 1,5%, sendo seu dinamismo atrelado à demanda interna, principalmente ao consumo das famílias e ao gasto do governo”, explica Geraldo Reis, diretor-geral da SEI.

No acumulado do ano, o grupo de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, apesar de não ter mantido em dezembro o mesmo patmar dos meses anteriores, acumulou 30,6% de crescimento. Essa foi a taxa anual mais relevante dentre as oito atividades que compõem o indicador do comércio. Tal desempenho pode ser explicado pela diversidade de artigos encontrados nas lojas que integram o segmento, dentre as quais se destacam as de artigos esportivos, brinquedos, jóias, material ótico e fotográfico, etc e as lojas de departamento.

As vendas de Livros, jornais, revistas e papelaria, com elevadas taxas de crescimento desde os primeiros meses de 2009, acumularam variação de 15,2% no ano. O ramo de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria expandiu 9,6%.

Entre os principais destaques do varejo em 2009, vale citar o grupo de Hipermercado, supermercado, produtos alimentícios, bebidas e fumo (8,5%), que foi o que mais contribuiu para impulsionar as vendas do comércio em 2009 por ser o de maior representatividade. O subgrupo de Hipermercados e supermercados cresceu 7,2%.

O segmento de Móveis e eletrodomésticos teve um incremento de 5,6% em 2009, o de Tecidos, vestuários e calçados 2,0%, e o de Combustíveis e lubrificantes apresentou o menor incremento (1,2%), enquanto o ramo de Equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação apresentou queda nas vendas (-18,3%), resultado que pode ser creditado ao fato de esse ramo de atividade enfrentar a concorrência dos Hipermercados e supermercados e as Lojas de Móveis e eletrodomésticos que também comercializam tais produtos.

Nos dois segmentos que não contribuem para a formação do indicador, Veículos, motocicletas, partes e peças cresceu (10,0%) e Material de Construção apresentou retração no ano (-3,3%), sendo importante destacar que a pesquisa só retrata o comportamento das compras no varejo.

Materiais para escritório informática e comunicação são destaque em dezembro

Os dados de dezembro da Pesquisa Mensal de Comércio, comparados com igual mês de 2008, revelaram que todos os oito ramos de atividade que compõem o indicador tiveram aumento nas vendas: Equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação (38,4%), Móveis e eletrodomésticos (21,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (16,6%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (12,8%), Tecidos, vestuário e calçados (12,4%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (11,9%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (11,0%), ao passo que no subgrupo de Hipermercados e supermercados a variação foi de 8,5%, e Combustíveis e lubrificantes (4,4%).

Nos dois segmentos que não contribuem para a formação da taxa geral do varejo, os resultados foram os seguintes: Veículos, motocicletas, partes e peças (16,6%) e Material de Construção (6,8%).

Vale destacar que o ramo de Equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação apresentou crescimento expressivo (38,4%) no mês, devido à queda dos preços, às condições facilitadas de pagamento e às promoções, que possibilitaram aos consumidores, especialmente os de baixa renda, o acesso aos equipamentos de informática.

O ramo Móveis e eletrodomésticos foi outro destaque do mês (21,0%). Após um período de acentuadas retrações no nível de atividade, conseqüência da crise econômica mundial que atingiu fortemente os segmentos de bens duráveis, há um processo de franca retomada da comercialização desses bens. A PMC confirma as expectativas dos lojistas de que as vendas do Natal se concentrariam em produtos de maior valor.