Bahia gera 10.226 novos empregos em março

Publicado: 15/04/2010 Última atualização: 06/10/2026 às 09:55

São 30.738 novos postos no trimestre, melhor desempenho da Região Nordeste



Em março de 2010, foram criados 10.226 novos empregos com carteira assinada na Bahia, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo é o resultado da diferença entre 64.478 trabalhadores admitidos e 54.252 desligados, representando o segundo melhor resultado da série para o período, significativamente superior ao registrado em março de 2009 (4.497 empregos). No acumulado do primeiro trimestre do ano, são 30.738 novos postos criados, também o melhor resultado da série histórica e maior saldo do Nordeste, segundo análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento.

O resultado foi comemorado pelo Secretário do Planejamento, Antônio Valença, que destacou a liderança da Bahia na geração de empregos no Nordeste. “Assim como aconteceu em 2009, continuamos liderando o Nordeste e estamos acima da média nacional, o que é muito positivo. O resultado de março comprova o dinamismo da economia baiana neste primeiro trimestre, uma vez que, projeções indicam um resultado bastante expressivo do PIB nesse período”, disse Valença.
No mês de março, o saldo da região Nordeste foi negativo em 11.479 postos de trabalho formais. Além da Bahia, os outros estados da região que tiveram desempenhos positivos foram Ceará, Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte. Na comparação com os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, a Bahia obteve o sétimo saldo mais expressivo de empregos criados do país no mês. Nesse sentido, o volume total de 10.226 empregos criados foi menor do que o verificado nos estados de São Paulo (125.189), Minas Gerais (39.804), Rio Grande do Sul (28.254), Paraná (23.197), Rio de Janeiro (21.972) e Goiás (13.754).

Setores - A abertura de postos no mês concentrou-se fundamentalmente nos setores da Construção Civil (4.348 empregos), seguido pela Indústria de Transformação (3.146 vagas) e pelos Serviços (2.033 postos). Em contraposição, o Comércio (-723) destacou-se com o único resultado negativo no mês.

O diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, destaca que “além da continuidade do dinamismo da construção civil, chama atenção a retomada da indústria de transformação, voltando a ser um setor empregador, fator importante pelo peso que tem a indústria na economia baiana”.

A SEI aponta que dos empregos gerados no mês, a Região Metropolitana de Salvador (RMS) registrou um saldo de 5.774 empregos, o que equivale a 56,5% do total estadual, ao passo que o interior do estado gerou 4.452 postos, representando 43,5% do saldo baiano. Na distribuição municipal, na RMS, Salvador (2.663) e Camaçari (1.470), Dias D’Ávila (896) e Simões Filho (284) foram os destaques. No grupo dos municípios do interior do Estado, destacaram-se Feira de Santana (1.074) e Itamaraju (855). Lauro de Freitas (-177) foi o único município metropolitano no grupo daqueles que tiveram os menores saldos de empregos em março de 2010. No interior do Estado, os desempenhos mais negativos na geração de postos celetistas ficaram por conta de Porto Seguro (-541) e Vitória da Conquista (-166).

No trimestre, construção civil se destaca com mais de 11 mil empregos criados

No período dos três primeiros meses de 2010 (janeiro a março), os 30.738 postos de trabalho com carteira assinada gerados correspondem a um incremento de 2,14% no nível de emprego, acima das médias nacional (1,99%) e nordestina (0,18%). Este resultado foi o melhor de toda a série histórica do CAGED, seja do ponto de vista absoluto ou relativo, com destaque para o setor da Construção Civil, que continua ampliando seu contingente de trabalhadores formais, com 11.143 novos postos em 2010.

No Nordeste, o saldo foi de 9.064 postos no ano. A Bahia ocupou a 8ª posição entre os estados brasileiros, atrás de São Paulo (257.010), Minas Gerais (87.799), Rio Grande do Sul (66.849), Paraná (50.818), Santa Catarina (42.418), Rio de Janeiro (34.681) e Goiás (34.657).

Após a Construção Civil, o setor de Serviços foi o que mais gerou postos de trabalho celetistas de janeiro a março, com 7.203 empregos. Outro setor que também teve bom desempenho foi a Indústria de Transformação (7.069). A Administração Pública foi a atividade que teve o saldo menos expressivo, com 74 postos.

A participação da RMS foi a mais expressiva no acumulado do ano, com 17.095 empregos gerados ou 55,6% do total, enquanto que o interior do estado, isto é, a região não metropolitana criou 13.643 empregos com carteira assinada, o equivalente a 44,4%. Os municípios metropolitanos que mais criaram vagas foram Salvador (8.587), Camaçari (3.165), Lauro de Freitas (1.677) e Dias D’Ávila (1.420). Com relação aos municípios da região não metropolitana, Feira de Santana (3.312) e Itapetinga (1.367) sobressaíram-se, criando a maioria dos empregos. Por outro lado, não houve município da RMS que fechou vagas celetistas. Juazeiro, Ipiaú e Porto Seguro são os municípios do interior do estado que registraram os saldos mais negativos de, respectivamente: -470; -447 e -444 empregos.