Desemprego mantém-se estável em julho na RMS

Publicado: 25/08/2010 Última atualização: 06/10/2026 às 09:54

A taxa de desemprego da Região Metropolitana de Salvador (RMS) fechou julho com o índice de 16,9%, contra 16,7%, apurados no mês anterior.



A taxa de desemprego da Região Metropolitana de Salvador (RMS) fechou julho com o índice de 16,9%, contra 16,7%, apurados no mês anterior. A informação consta da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan), em parceria com o Dieese, Fundação Seade e Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda,e Esportes (Setre). O índice registrado em julho aponta a uma relativa estabilidade em relação a junho, tendo em vista o acréscimo de apenas 0,2 ponto percentual à taxa de desemprego verificada na RMS no período. Apesar do leve aumento em julho, a taxa captada no período foi a segunda menor da série histórica da PEDRMS, perdendo apenas para o mês anterior.

O contingente de desempregados nos municípios da RMS foi estimado em 316 mil pessoas em julho, portanto três mil a mais em relação a junho. O resultado foi determinado pela diminuição do nível de ocupação (- 9 mil vagas), associado à redução do número de pessoas que compõe a força de trabalho local (- 6 mil pessoas). De acordo com os dados apurados pela PED o suave aumento do desemprego no período foi influenciado pela redução no contingente de trabalhadores do Comércio (- 18 mil ou 6,6%), e, em menor proporção, do agregado Outros setores – que inclui serviços domésticos e outras atividades –, que registrou extinção de 3 mil postos, ou 2,3% do total de pessoas empregadas neste agregado.

O analista da PED, Luiz Chateaubriand, pondera que a eliminação de postos no Comércio decorreu por conta da base de comparação expandida. “Houve um volume considerável de contratações no mês anterior, em função de datas comemorativas, férias além da Copa do Mundo, evento que aqueceu o varejo”, pondera Chateaubriand. Já a coordenadora da PED pelo Dieese, Ana Margaret Simões, observa que o destaque positivo de julho foi a indústria, com a criação de quatro mil postos de trabalho no mês passado, um incremento de 3,1% no volume de vagas. “Para a indústria, em termos relativos e absolutos, este resultado é extremamente significativo”, observa Margaret. Os setores de Serviços (+ 5 mil, ou 0,5%) e Construção Civil (+ 3 mil ou 2,8%) também tiveram destaque na geração de postos de trabalho no período.

Em julho, o emprego assalariado permaneceu no mesmo patamar do mês anterior (1,048 milhão de pessoas). Esse desempenho decorreu da dinâmica apresentada no setor privado (- 3 mil postos ou - 0,4%) e no setor público (5 mil postos ou 2,3%). No setor privado, houve redução no contingente de trabalhadores com carteira de trabalho assinada (- 9 mil ou 1,3%) e aumento no dos sem carteira (6 mil ou 4,8%). Reduziu-se o contingente de trabalhadores no agregado Outros, que inclui os Empregadores, Trabalhadores Familiares, Donos de Negócios Familiares etc. (- 5 mil ou - 5,4%), o de Domésticos (- 2 mil ou - 1,7%) e o de Autônomos (- 2 mil ou - 0,7%).

No mês de junho, o rendimento médio real do trabalhador da RMS teve redução de 1,3% (R$ 1.085), em relação a maio. Porém, para os assalariados, a remuneração ficou relativamente estável no período, com suave retração de -0,3% (R$ 1.168). O rendimento tem um mês de defasagem, em relação à divulgação dos outros itens da pesquisa.

Na comparação com o igual período do ano passado, a taxa de desemprego de julho diminuiu 19,1%, ao passar de 20,9% para os atuais 16,9% da População Economicamente Ativa (PEA). No período, o contingente de desempregados diminuiu em 67 mil pessoas, como resultado da geração de 100 mil ocupações, número superior ao de pessoas que entraram no mercado de trabalho (33 mil). A taxa de participação retraiu-se de 58,4% para os atuais 57,9%.

Média de desemprego nas regiões metropolitanas pesquisadas pela PED é de 12,4%

A Região Metropolitana de Salvador (RMS) encerrou o mês de julho como a segunda colocada no ranking do desemprego. O maior índice verificado entre as sete capitais que constam do Boletim Metropolitano do Sistema PED foi Recife (17,2%), o terceiro lugar para o Distrito Federal (13,7%), seguida por São Paulo (12,6%), Fortaleza (10,2%), Porto Alegre (8,9%) e Belo Horizonte (8,3%). Como a taxa de desemprego da RMS em julho foi de 16,9%, esta supera em 4,5 pontos percentuais a média das sete regiões metropolitanas para o período, que foi de 12,4%.

Enquanto o rendimento médio do trabalhador da RMS teve redução de 1,3%, fixando-se em R$ 1.084 em julho, o rendimento médio real dos ocupados aumentou em Recife (4,1%, passando a valer R$ 862), Fortaleza (3,0%, R$ 830), Belo Horizonte (1,7%, R$ 1.364) e Porto Alegre (0,9%, R$ 1.294). Houve redução também no Distrito Federal (0,6%, R$ 1.901) e estabilidade em São Paulo (R$ 1.320).