Professor Antônio Barros de Castro fez análise da economia global durante o VI EEB

Publicado: 16/09/2010 Última atualização: 06/10/2026 às 09:54

Hoje (16) pela manhã foi realizada a abertura do VI Encontro de Economia Baiana, que prossegue até o final da tarde desta sexta-feira. A abertura oficial do evento, que se propõe a analisar a inserção do Brasil e da Bahia no contexto internacional, foi realizada pelo ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Antônio Barros de Castro. Durante a sua intervenção, o professor analisou o contexto pós-crise de 2008, e as perspectivas globais de um gradual deslocamento do centro de gravidade do crescimento econômico global em direção à China.

“Para os chineses, os países emergentes são classificados em dois tipos: os ricos em população e os ricos em recursos minerais, e o Brasil é rico nos dois aspectos”, pontuou Barros de Castro. Porém, na avaliação do professor, o País deve criar novas estratégias competitivas globais, num período no qual os países emergentes tendem a se consolidar como principais destinos dos investimentos produtivos. Apenas para dar a dimensão do panorama atual, ele citou que, em 2009, os investimentos diretos da China no Brasil alcançaram a modesta cifra de US$ 92 milhões, contra a previsão de pelo menos US$ 10 bilhões, até o final deste ano.

Ainda compuseram a mesa de abertura do evento o secretário Estadual do Planejamento, Antônio Alberto Valença, o diretor-geral da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Geraldo Reis, o secretário estadual da Fazenda, Carlos Martins, o coordenador do Mestrado em Economia da Universidade Federal da Bahia (UFBa), Lívio Wanderley, o presidente da Desenbahia, Luiz Petitinga, o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, dentre outras autoridades.

O professor Lívio Vanderley, afirmou, em breve intervenção durante a abertura do evento, que o Encontro, a cada ano, se consolida como fórum de discussão de assuntos econômicos, inclusive em aspectos que superam as perspectivas de análise do panorama estadual. O acadêmico comemorou a adesão de pesquisadores e estudiosos de todo o País às discussões do VI EEB, tendo em vista que, este ano, a submissão de artigos teve um crescimento de 52%, em comparação ao evento do ano passado, com cerca de 100 trabalhos inscritos.

O diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, fez uma breve análise dos mais recentes dados da economia baiana, divulgados pelo órgão, tendo em vista o fechamento do segundo trimestre do ano, com crescimento de 10,4% do Produto Interno Bruto (PIB), índice que reforça a perspectiva de crescimento da economia estadual na casa dos 7%, em 2010. “Confirmada esta previsão, esta seria a segunda maior taxa de crescimento anual do PIB, nos últimos 15 anos”, considera Reis. Ele ainda acrescentou que, apesar dos números positivos, a SEI segue com sua visão crítica da realidade atual, no sentido de colaborar para a elaboração de políticas públicas que possam auxiliar o Estado na busca de redução das desigualdades.

Já o secretário Antônio Alberto Valença, analisou, durante sua palestra, os instrumentos que o Estado dispõe no sentido de alavancar a geração de emprego e renda no âmbito local, com a perspectiva de estímulo ao crescimento econômico baiano. “O pacto federativo consagra à União o direito de formular políticas econômicas, mas há uma série de ações que o Estado pode realizar, no sentido de estimular o desenvolvimento”, ponderou. Dentre estas medidas estão programas no âmbito social, como o Todos Pela Alfabetização (TOPA), ou mesmo estratégicos, como os Planos Plurianuais (PPA’s).

Por outro lado, a partir de obras de infraestrutura e logística, o Estado pode colaborar para a integração das cadeias produtivas locais, com os mercados internos e externos. Neste sentido, ele citou obras como a Ferrovia Oeste-Leste, Centros de Logística em municípios como Feira de Santana e Vitória da Conquista, além do Complexo Porto-Sul, obras que têm potencial de dinamizar a economia local, com a geração de emprego e renda.

O VI EEB é realizado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Socais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan), em parceria com a Desenbahia e o Mestrado em Economia da UFBa. O evento é patrocinado pela Petrobrás, em parceria com a Engemap Geoinformação, Bahiagás, Governo da Bahia, Sebrae, Banco do Nordeste, Governo Federal, com apoio da UCSAL, UNEB, UESC, UEFS, UESB, Unifacs, Corecon-Ba, Convention Bureau e Bahiatursa.