A produção industrial baiana (de transformação e extrativa mineral) registrou queda de 1,7% em agosto ante o mês anterior. A informação consta da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e analisada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan). Na comparação de agosto com o igual período do ano anterior, houve alta de 4,4%. Já no acumulado do ano até o mês em análise, incremento de 12,4%.
As quedas mais acentuadas na produção industrial baiana de agosto, na comparação com o mês anterior, foram registradas nos setores de celulose (-6,5%), alimentos e bebidas (-4,4%), refino de petróleo e produção de álcool (-3,3%), metalurgia básica (-2,3%), minerais não-metálicos (-0,9%) e veículos automotores (-0,5%). Os setores que registraram desempenho positivo em agosto foram produtos químicos (5,3%) e borracha e plástico (0,6%). “O setor industrial baiano apresenta acomodação no nível de produção, mesmo assim apresenta-se cenário favorável para o setor”, avalia a economista da SEI, Carla do Nascimento.
No confronto agosto ante ao igual período do ano anterior, a expansão (4,4%) representa a décima primeira taxa positiva consecutiva, em comparações anuais. No período, sete dos segmentos pesquisados registraram variações positivas, destacando-se metalurgia (14,8%), produtos químicos (3,9%) e refino de petróleo e produção de álcool (3,6%), em razão, respectivamente, ao aumento na produção de barra, perfil e vergalhões de cobre, sulfato de amônio e polietileno de alta densidade e de GLP e gasolina, detalha a economista. “A única contribuição negativa veio de celulose (-2,9%), por conta da redução na produção de papel não revestido e celulose”, considera Carla do Nascimento.
No acumulado do ano até agosto, a taxa da produção industrial baiana registra acréscimo de 12,4%, impulsionada pelos segmentos de refino de petróleo e produção de álcool (35,7%), metalurgia básica (16,0%), produtos químicos (3,5%) e alimentos e bebidas (7,2%), que mais contribuíram para o resultado positivo no período. Já no acumulado nos últimos 12 meses, a expansão foi de e 9,8%, impulsionada pelos segmentos de refino de petróleo (21,9%), produtos químicos (7,6%) e alimentos e bebidas (4,9%).