Taxa de desemprego na RMS está em 13,8%

Publicado: 27/01/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 09:53

A taxa de dezembro e a média anual de 2010 são as menores da série



Com a criação de 37 mil ocupações na Região Metropolitana de Salvador (RMS), no mês de dezembro de 2010, a taxa de desemprego caiu para 13,8%, a menor já registrada pela série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PEDRMS), iniciada em 1997. As informações foram divulgadas hoje (27), em coletiva à imprensa, pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Em dezembro, as 37 mil novas vagas foram mais que suficientes para absorver a entrada de 21 mil pessoas na População Economicamente Ativa (PEA) e ainda diminuir o estoque de desempregados: 16 mil a menos que em novembro de 2010, totalizando um contingente atual de cerca de 263 mil desempregados. “Mesmo com o aumento da pressão sobre o mercado de trabalho, encontramos o menor contingente de desempregados desde que a PED foi iniciada na RMS, em 1997”, ressalta Thaiz Braga, diretora de Pesquisas da SEI.

Segundo os analistas da PED, “a dinâmica da economia já indicava essa tendência acentuada de geração de ocupação e redução do desemprego para o final do ano, movimento que pode continuar nos próximos meses, com o verão estendido, até o carnaval, em março”, disse Ana Simões, do Dieese.

O setor de serviços foi o que mais gerou postos em dezembro, com 20 mil novas vagas, seguido do comércio (9 mil), indústria (4 mil), outros setores (3 mil) e construção civil (1 mil). O tipo de inserção ocupacional que mais cresceu foi com carteira assinada no setor privado (28 mil postos). Por outro lado, houve redução dos trabalhadores autônomos e sem carteira assinada, o que reforça tendência do mercado metropolitano à formalização, movimento que vem acontecendo de forma progressiva nos últimos anos.

A redução em 6,8% da taxa de desemprego da RMS no mês, passando de 14,8% para os atuais 13,8%, foi a mais acentuada entre as sete regiões do país onde a PED é realizada. Contudo, a RMS ainda tem a maior taxa entre as regiões pesquisadas e está acima da taxa média metropolitana (10,1%). A menor taxa é encontrada em Belo Horizonte (7,1%), seguida de Porto Alegre (7,2%), Fortaleza (8,3%), São Paulo (10,1%), Recife (12,8%) e Distrito Federal (12,9%).

O rendimento médio real referente ao mês de novembro, em relação a outubro, cresceu para os ocupados (1,1%) e assalariados (0,9%). Os valores desses rendimentos foram estimados em R$ 1.079 e R$ 1.177, respectivamente.

No ano, taxa de desemprego fica em 16,6%

A taxa média anual de desemprego diminuiu pelo sétimo ano consecutivo na Região Metropolitana de Salvador (RMS), passando de 19,4% em 2009 para 16,6% em 2010, menor patamar desde 1997. O crescimento da ocupação em 5,9% foi superior ao de 2009 (1,2%). Segundo a PEDRMS, foram gerados 87 mil novos postos no ano, número que superou o de pessoas que ingressaram na PEA (43 mil) e ainda foi suficiente para resgatar 44 mil pessoas da situação de desemprego.

“Vale destacar que desde 2004 estamos acompanhando quedas sistemáticas da taxa de desemprego na região de Salvador”, disse a diretora de Pesquisas da SEI. Em todos os meses de 2010, as taxas de desemprego da RMS ficaram abaixo dos resultados encontrados nos respectivos períodos em 2009.

“O incremento na ocupação em 5,9% no ano foi o segundo maior da série histórica da PEDRMS, perdendo apenas para o crescimento registrado em 2007. Essa também é a segunda maior variação positiva quando comparada com as demais regiões pesquisadas em 2010”, ressaltou Thaiz Braga.

Colaboraram positivamente para o resultado os setores de serviços (48 mil vagas), construção civil (16 mil), comércio (15 mil) e indústria (5 mil). Somente os serviços domésticos mostraram redução (-1 mil), confirmando a tendência atual de melhoria da qualidade do trabalho na RMS.

Nesse sentido, a pesquisa aponta redução no emprego precário e informal, a exemplo dos autônomos (-6 mil) e emprego doméstico (-1 mil) e os trabalhadores sem carteira (-1 mil). Em contraponto, o maior crescimento da ocupação se deu entre os trabalhadores do setor privado com carteira assinada, que respondeu por 76 mil das 87 mil ocupações geradas no ano.

Apesar dos avanços, com especial destaque ao crescimento da formalização, a RMS ainda detém a maior taxa de desemprego entre as regiões pesquisadas do país. A menor taxa média anual de desemprego é a de Belo Horizonte (8,4%), seguida de Porto Alegre (8,7%), Fortaleza (9,4%), São Paulo (11,9%), Distrito Federal (13,6%), Recife (16,2%) e Salvador (16,6%).

“Em termos de renda, embora a RMS tenha muito o que recuperar, este indicador também cresceu em 2010 mais do que a média das demais regiões do país”, destacou Thaiz Braga. O rendimento médio real cresceu no ano tanto para os ocupados (4,8%) como para os assalariados (2,8%). Em termos monetários, a remuneração média dos ocupados passou a equivaler a R$ 1.082 e a dos assalariados, a R$ 1.175. Entre os ocupados, é o maior valor de rendimento observado desde 1998.