Em dezembro, houve queda da taxa em 3,9%, na comparação com novembro
No ano de 2010, a produção industrial da Bahia cresceu 7,1%, em relação ao mesmo período de 2009, de acordo com os resultados da Pesquisa Industrial Mensal, realizada pelo IBGE e divulgada com análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento. Já o resultado da produção industrial baiana do mês de dezembro de 2010, na comparação com o mês imediatamente anterior, novembro, foi de queda de 3,9%. Na comparação com dezembro de 2009, a redução foi de 10,8%.
O acréscimo de 7,1% no ano foi influenciado pelo incremento em sete dos oito segmentos da indústria de transformação baiana, com destaque para o importante setor de refino de petróleo e produção de álcool (22,6%), pressionado pela produção de óleo diesel e nafta para petroquímica; alimentos e bebidas (8,0%), oriundo do aumento da produção de cerveja e óleo de soja; metalurgia básica (9,3%), por conta, da crescente produção de barra, perfil e vergalhões de cobre e vergalhões de aço. Sendo observada a única taxa negativa em produtos químicos (-2,5%), pressionada, sobretudo pelos produtos de polietileno de alta densidade e etileno.
“O ano de 2010 teve um primeiro semestre muito bom, com altas taxas de crescimento, até maio, o que de fato fez a indústria baiana se recuperar do resultado negativo de 2009. No segundo semestre, acompanhamos uma desaceleração que se acentua no final do ano, com a parada da Braskem, fornecedora de insumos básicos para toda a cadeia petroquímica. Essa parada prolongada não acontece todos os anos e impactou os resultados da indústria em novembro e dezembro”, relembra Luiz Mário Vieira, coordenador de Acompanhamento Conjuntural da SEI. “O importante setor da petroquímica é o principal responsável por essa desaceleração, ao lado da metalurgia e do automotivo”, diz Vieira.
A queda de 3,9% encontrada em dezembro, em relação a novembro, foi influenciada, sobretudo, pelos produtos químicos (-8,4%), metalurgia básica (-8,0%), automotivos (-15,5%) e extrativa mineral (-5,2%), entre outros. O refino de petróleo e álcool foi o destaque positivo, com incremento de 8,6% nesta forma de comparação.
No confronto de dezembro de 2010 com o mesmo período de 2009, a indústria apresenta decréscimo de 10,8%, após ter registrado recuo de 2,7% em novembro. O resultado negativo no indicador é atribuído principalmente à redução na produção do segmento de maior peso na estrutura industrial baiana, produtos químicos (-37,2%), oriundos da baixa produção de etileno (eteno) não saturado e polietileno de baixa densidade. As outras contribuições vieram dos segmentos de: metalurgia básica (-17,4%), proveniente, da baixa produção de alumínio não ligado em formas brutas e vergalhões de aços ao carbono; e veículos automotores (-18,4%), procedente da redução de automóveis. A maior contribuição positiva veio de refino de petróleo e produção de álcool (7,1%), seguida por alimentos e bebidas (5,2%) e celulose, papel e produtos de papel (2,5%).
Segundo o economista da SEI, as perspectivas para 2011 são de manutenção do crescimento em razão da recuperação da União Européia e dos Estados Unidos, que devem dinamizar as indústrias brasileira e baiana, principalmente, porque as commodities estão em alta, tanto as agrícolas quanto as industriais”, antecipa.
Ascom/SEI
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