Diretor da SEI apresenta cenário econômico da Bahia na mobilização do PPA 2012-2015

Publicado: 15/03/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 09:52
O Governo do Estado realizou hoje (15), o primeiro dia de atividades do Encontro de Trabalho para o Alinhamento Metodológico do PPA Participativo 2012-2015, que vai até o dia 18, reunindo mais de 300 representantes da sociedade civil e poder público, no hotel Vilamar, em Salvador. Entre as palestras iniciais de mobilização, o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, apresentou "O cenário econômico do PPA 2012-2015: algumas considerações".A programação do encontro, neste primeiro dia, trouxe ainda os secretários Zezéu Ribeiro, do Planejamento, César Lisboa, de Relações Institucionais, e Wilson Brito, de Desenvolvimento e Integração Regional, que fizeram a abertura dos trabalhos, além das palestras de Paulo Henrique Almeida, superintendente de Planejamento Estratégico da Seplan, Mary Cláudia e Souza, coordenadora executiva de Articulação Social, da Serin, Mário Freitas, superintendente de Gestão e Avaliação da SGA/Seplan, e Marcelo Rocha, secretário Executivo do Conselho de Acompanhamento do PPA (CAPPA). A apresentação do diretor da SEI trouxe substrato para as discussões sobre os desafios e as possíveis propostas para a área econômica, vista, no contexto geral de desenvolvimento do estado, atrelada ao desenvolvimento social e ambiental. “Vejo como um dos principais desafios de vocês, que estão aqui para discutir o PPA, pensar em como compatibilizar os investimentos nos setores modernos da economia sem descuidar das atividades da base da pirâmide social”, resumiu Geraldo Reis.Ao caracterizar a economia do estado, o diretor apresentou os principais resultados alcançados nos últimos quatro anos, destacando a geração recorde de empregos formais em 2010 e o crescimento de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nesse mesmo ano. “As projeções da SEI para os próximos quatro anos indicam um crescimento entre 4,0% e 4,5%, de 2011 a 2014, correspondendo a taxas mais sustentáveis do que a que tivemos no ano passado”, aponta.Entre as razões que puxaram o crescimento das economias brasileira e baiana em 2010, reis lembrou a importância do aumento do consumo das famílias, como resultado do crescimento real do salário mínimo e dos programas de transferência de renda, além dos incentivos; a grande expansão da construção civil; e o impacto das obras do PAC.Por outro lado, entre os desafios do Governo da Bahia, ele citou a forte concentração econômica no entorno da Região Metropolitana de Salvador, que, entre 2003 e 2008, concentrou de 41,9% a 43,8% do PIB, considerando o maior e menor percentual encontrados. “Nos deparamos com a dificuldade de mudar esse modelo, já que a tendência natural da economia é concentrar e não podemos desprezar os grandes investimentos”, disse. O diretor citou como exemplos de esforços do governo em interiorizar o desenvolvimento, a construção de aeroportos e hospitais e a implantação de universidades e escolas técnicas no interior do estado. Geraldo Reis destacou ainda a ferrovia Leste-Oeste como projeto significativo no sentido de integrar territórios e desconcentrar a economia.