Depois de um início de ano fraco, as exportações baianas se recuperaram em fevereiro, alcançando US$ 681,3 milhões, o que supera em 29,8% o desempenho registrado em igual mês do ano passado. O aumento de preços das commodities, como petróleo, celulose e cobre, foi responsável por esse crescimento. As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento.
“A escalada dos preços do petróleo, por exemplo, em conseqüência da crise política nos países do Oriente Médio e norte da África, acabou por se tornar benéfica às exportações do estado. O óleo combustível vendido pela Bahia, principal produto de exportação em fevereiro, ficou em média 14,5% mais caro. Com isso, a Petrobrás vendeu um volume 77% maior do produto, incrementando as exportações”, explica Arthur Souza Cruz, coordenador de Comércio Exterior da SEI.
O mesmo aconteceu com a celulose, em média 7% mais valorizada esse ano e principal segmento de exportação no mês passado, e com o cobre, com preços médios 43% maiores que em fevereiro de 2010.
As importações, por seu lado, despencaram em fevereiro, atingindo US$ 364,8 milhões, 25,5% menores que em igual mês do ano passado. Desembarques menores de trigo, cacau e veículos foram os principais responsáveis pela redução nas compras externas.Os problemas na produção do pólo petroquímico decorrente do apagão do início de fevereiro também tiveram seus reflexos nas importações de nafta: em fevereiro não foi registrado desembarque do produto, reduzindo ainda mais as compras externas.
Acumulado - No bimestre, as exportações baianas ainda estão 3,8% inferiores a igual período do ano anterior, alcançando US$ 1,3 bilhão. Já as importações, acumulam no período US$ 893,8 milhões, 8,1% menores. Mesmo com números inferiores a 2010, o estado apresentou superávit de US$ 388,6 milhões no período, resultado do desempenho das importações inferiores ao das exportações.