De acordo com os resultados da Pesquisa Industrial Mensal, realizada pelo IBGE e divulgada, no estado, com análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, a produção industrial baiana apresentou, em fevereiro de 2011, na comparação com janeiro, decréscimo de 8,8%, após aumentar 1,3% em janeiro. Na comparação com fevereiro de 2010, a redução foi de 15,6%. Com os resultados de fevereiro, o indicador acumulado no ano (janeiro a fevereiro) decresceu 12,1%. Nos últimos doze meses, o setor registra acréscimo de 2,6%.
O coordenador de Acompanhamento Conjuntural da SEI, Luiz Mário Vieira, avalia que o apagão de energia ocorrido em fevereiro foi decisivo para esse resultado, pois afetou fortemente a capacidade de produção do principal segmento da indústria baiana, que é o de Produtos químicos, resultando em queda de 26,3% do segmento em relação a janeiro de 2011.
“O problema energético afetou a petroquímica durante cerca de uma semana, reduzindo a produção do setor, considerando ainda que fevereiro é um mês curto”, afirma. O analista da SEI ressalta que “é preciso considerar que esse resultado foi conseqüência de um fator isolado, e não da conjuntura, pois no cenário internacional estamos vendo que as exportações de petróleo voltaram a crescer. A nossa expectativa é de que, no mês de março, os segmentos afetados vão mostrar recuperação após um inicio de ano fraco, influenciado também pela parada programa em importante indústria do pólo baiano, ocorrida em janeiro”, avalia Vieira.
Além do ramo petroquímico, apresentou queda, no mês, em relação ao mês imediatamente anterior, outro segmento importante da indústria local, a Metalurgia básica (-12,9%). Alimentos e bebidas (-4,5%), Minerais não-metálicos (-2,9) e Borracha e plástico (-0,6%) também apresentaram redução. Contudo, Celulose, papel e produtos de papel (2,2%), Refino de petróleo e álcool (1,1%) e Veículos automotores (49,1%) tiveram desempenho positivo.
Na comparação com fevereiro de 2010, a indústria apresentou, pela quarta vez consecutiva, redução na produção física, com queda de 15,6%. O resultado negativo no indicador é atribuído, principalmente, à redução nos dois segmentos de maior peso na estrutura industrial baiana: produtos químicos (-48,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (-12,7%). A redução no setor de produtos químicos deve-se à paralisação de parte da produção de importante planta industrial. O segmento de metalurgia básica (-19,8%) também apresentou redução no indicador. A maior contribuição positiva veio de alimentos e bebidas (10,3%), seguida por veículos (168,9%) e celulose, papel e produtos de papel (8,0%).
No acumulado do ano (janeiro a fevereiro de 2011), comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou decréscimo de 12,1%. Três dos oito segmentos da indústria de transformação apresentaram redução no período, com destaque para produtos químicos (-37,7%), pressionado, sobretudo queda na produção de etileno não saturado e polietileno de baixa densidade; refino de petróleo e produção de álcool (-13,6%), resultado do recuo do processamento de óleo diesel e nafta para petroquímica; metalurgia básica (-11,3%), por conta, da redução na produção de alumínio e ouro. Positivamente, destacam-se alimentos e bebidas (15,0%) e celulose e papel (7,6%).
Já nos últimos 12 meses, comparado-se com o mesmo período anterior, a taxa da produção industrial baiana registra expansão de 2,6%. Com exceção de produtos químicos que registrou decréscimo de 13,2% no período, os demais segmentos de atividade apresentaram resultados positivos no indicador. As principais contribuições positivas vieram dos segmentos de refino de petróleo e produção de álcool (17,1%) e alimentos e bebidas (11,3%).
Produção industrial baiana recuou 8,8% em fevereiro
Publicado: 06/04/2011
Última atualização: 06/10/2026 às 09:52