Bahia gera 11.767 empregos formais em junho

Publicado: 20/07/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 09:52

Em junho de 2011, a Bahia criou 11.767 empregos celetistas, número maior que as 11.710 vagas criadas em maio último e que os 3.705 postos gerados em junho do ano passado. Esse foi o melhor desempenho da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED/MTE) para o mês. O resultado do mês decorreu principalmente da expansão nos setores da Agropecuária (4.890 postos), Serviços (2.644 postos), Indústria de Transformação (1.764) e Construção Civil (1.586). No ano, o estado acumula novos 60.472 empregos com carteira assinada, melhor desempenho do Nordeste e quarto no ranking das unidades da Federação, na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. As informações foram divulgadas com análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento.

No Brasil, o Ministério do Trabalho contabilizou, no mês de junho de 2011, um saldo de emprego da ordem de 215.393 postos de trabalho, acumulando no ano 1.414.660 postos de trabalho formais gerados. A Região Nordeste registrou, no mês, um saldo de 39.953 postos de trabalho. Com esse resultado, acumulou, de janeiro a junho de 2011, 80.801 empregos.

“A Bahia, ao apresentar um saldo de 11.767 empregos no mês de junho de 2011, ficou com a liderança na geração de postos de trabalho em comparação com os outros estados da Região Nordeste. Em termos absolutos, este desempenho foi o melhor de toda a série histórica do Caged para o período”, afirma Armando Castro, coordenador de Pesquisas Sociais da SEI. “É importante ressaltar que nenhum estado da região contabilizou saldo de emprego negativo, sendo os maiores saldos encontrados, depois da Bahia, em Pernambuco (11.328 vagas), Maranhão (4.683 vagas), Ceará (4.084 vagas), Paraíba (2.504 vagas), Piauí (1.702 vagas), Alagoas (1.450 vagas), Rio Grande do Norte (1.407 vagas) e Sergipe (1.028 vagas)”, aponta o economista.

Bahia - Entre os setores de atividade, a Agropecuária apresentou o maior saldo na Bahia em junho, com a geração de 4.890 empregos formais. O Serviços, por seu turno, registrou o segundo maior saldo de empregos do estado, com 2.644 postos. Outros setores que apresentaram saldos positivos também expressivos foram Indústria de Transformação, com 1.764 empregos, reiterando que, neste referido setor, o subsetor mais importante foi o de Indústria de produtos alimentícios e bebidas, correspondendo a 58,50% de seu saldo final. No que tange à Construção Civil, foram gerados 1.586 postos de trabalho. O setor do Comércio contabilizou um saldo de 716 postos de trabalho, o subsetor de Comércio varejista foi o mais dinâmico, apurando um saldo de 960 postos de trabalho.

O único setor que contabilizou resultado de emprego formal negativo foi o de Administração Pública, apurando, em junho de 2011, um saldo de -73 postos de trabalho.

No acumulado do ano (janeiro a junho de 2011), Serviços, com 19.774 vagas, respondeu pelo maior saldo. Vale observar que, no referido setor, o subsetor mais importante foi o de Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários, correspondendo a 36,6% de seu saldo final.

O setor da Agropecuária, com 15.855 empregos, e a Construção Civil, com 12.103 postos, também tiveram saldos expressivos no primeiro semestre de 2011. O setor da Indústria de Transformação apurou um saldo de 6.524 postos, o subsetor Indústria de produtos alimentícios e bebidas foi o mais dinâmico, representando 41,7% de seu saldo.

O Comércio, com 4.739 empregos, e a Extrativa Mineral, com 640 postos, também tiveram saldos expressivos no acumulado dos seis primeiros meses de 2011. No tocante ao Comércio, tem-se que o segmento Varejista foi o mais dinâmico, com um saldo de 3.284 postos de trabalho, representando 69,3% de seu saldo total.

Os setores Administração Pública e Serviços Industriais de Utilidade Pública registraram saldos de, respectivamente, 567 e 270 postos de trabalho gerados entre janeiro e junho de 2011.

Regiões - A Região Metropolitana de Salvador registrou acréscimo de 3.294 empregos formais, o quinto maior saldo de emprego entre as regiões metropolitanas. O resultado medido para a RMS foi inferior ao verificado nas regiões metropolitanas de São Paulo (13.267 vagas), Rio de Janeiro (11.190 vagas), Belo Horizonte (7.440 vagas) e Recife (4.318 vagas). No acumulado do ano, a RMS ocupou a sexta posição, criando 21.061 postos de trabalho. As regiões metropolitanas que mais se sobressaíram no ano foram São Paulo (194.224 vagas), Rio de Janeiro (66.000 vagas), Belo Horizonte (57.710 vagas), Porto Alegre (38.555 vagas) e Curitiba (35.391 vagas).

A maior parte das vagas celetistas criadas em junho de 2011 ficou a cargo dos municípios situados fora da região metropolitana. O interior do estado respondeu por 8.473 empregos, correspondendo a 72,0% do total de postos celetistas criados na Bahia, enquanto a RMS foi responsável pela criação de 3.294 vagas (28,0%). De janeiro a junho de 2011, a participação do interior foi de 39.411 postos, representando 65,2% de todas as vagas abertas no estado, ao passo que a RMS criou 21.061 empregos com carteira assinada, o equivalente a 34,8% das vagas celetistas.

Salvador foi o município que mais gerou postos no mês

Em junho de 2011, Salvador, Camaçari e Casa Nova destacaram-se com os melhores desempenhos na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia, com, respectivamente, 1.677 empregos, 1.122 e 960 novas contratações formais.

O setor de Serviços foi o mais dinâmico em Salvador, respondendo por 995 postos de trabalho, enquanto que, em Camaçari, foi o setor da Construção Civil que mais gerou postos de trabalho (674 vagas). Em Casa Nova, também foi o setor da Construção Civil que se destacou na criação de empregos formais (973 vagas).

Entre os municípios que tiveram os menores saldos de empregos em junho de 2011, podem-se ressaltar Itapetinga (-423 vagas), Itamaraju (-326 vagas) e Dias D’Ávila (-162 vagas). A retração dos empregos em Itapetinga foi determinada, principalmente, pelo saldo negativo relacionado às atividades do setor da Indústria de Transformação (-370 postos). Em Itamaraju, o setor da Agropecuária foi responsável pela eliminação de 171 postos de trabalho, e em Dias D’Ávila, foi o setor da Construção Civil que mais eliminou postos de trabalho (-89 vagas)

No que se refere ao período de janeiro a junho de 2011, Salvador registrou o maior saldo, com 12.227 empregos. Feira de Santana e Lauro de Freitas contabilizaram 5.445 e 4.206 empregos formais, segundo e terceiro colocados na abertura de novas oportunidades de trabalho na Bahia.

Nesse horizonte temporal, em Salvador, o setor de Serviços foi o que apurou o maior saldo de empregos (9.350 postos). Em Feira de Santana, o setor da Construção Civil criou mais empregos formais (3.349 postos de trabalho), ao passo que, em Lauro de Freitas, o setor de Serviços foi o que se destacou na geração de postos de trabalho, com 3.015 vagas.

Observando os desempenhos negativos no primeiro semestre de 2011, Itapetinga (-1.975 vagas), Porto Seguro (-598 vagas) e Araci (-132 vagas) destacaram-se com os menores saldos de empregos formais.

Setorialmente, em Itapetinga, a Indústria de Transformação eliminou 2.021 empregos no semestre. Em Porto Seguro, a contração do saldo final foi, predominantemente, atribuída ao desempenho negativo dos setores de Serviços e da Construção Civil (-286 e -246 postos de trabalho, respectivamente). A retração dos empregos em Araci foi determinada, principalmente, pelo saldo negativo relacionado às atividades do setor da Construção Civil (-148 postos de trabalho).