Mesmo diante dos impactos do câmbio, com o dólar atingindo em julho sua menor cotação desde 1999, as exportações baianas alcançaram, no mês passado, US$ 1,032 bilhão, superando em 37,2% as receitas de igual período de 2010. Pelo terceiro mês consecutivo as exportações do estado superam a marca de US$ 1 bilhão, tendo alcançado recorde histórico em junho, quando chegaram a US$ 1,050 bilhão.
Mesmo diante dos impactos do câmbio, com o dólar atingindo em julho sua menor cotação desde 1999, as exportações baianas alcançaram, no mês passado, US$ 1,032 bilhão, superando em 37,2% as receitas de igual período de 2010. Pelo terceiro mês consecutivo as exportações do estado superam a marca de US$ 1 bilhão, tendo alcançado recorde histórico em junho, quando chegaram a US$ 1,050 bilhão.
O grande volume embarcado de soja, algodão, cobre e petróleo, sustentados pelos altos preços das commodities no mercado internacional; o aumento na produção e exportação de petroquímicos; e o crescimento excepcional das vendas para a Argentina foram os principais responsáveis pelo desempenho das exportações baianas no mês passado.
“Esse cenário de preços aquecidos deve continuar compensando, para setores exportadores de commodities agrícolas e minerais, a valorização do real, assegurando a continuidade do dinamismo ao setor externo nos próximos meses”, avalia Arthur Souza Cruz, coordenador de Comércio Exterior da SEI. “As turbulências nas economias centrais acompanham a conjuntura externa há algum tempo, e salvo uma queda abrupta no crescimento da Ásia e nos demais países emergentes, o cenário de curto prazo não desautoriza previsões otimistas, mesmo porque as exportações desses produtos no ano já foram em boa parte contratadas”, diz ele.
As importações cresceram em menor intensidade em julho (13%), chegando a US$ 654,9 milhões. Nafta, trigo, automóveis e fertilizantes lideraram a pauta no mês.
Acumulado - Nos sete meses do ano, as exportações baianas atingem US$ 5,94 bilhões, 21,3% acima de jan/julho de 2010. Preços em média 27% superiores ao ano anterior estão sendo determinantes para o desempenho exportador, que por sua vez está fortemente baseado no crescimento econômico da China e de países da América Latina. Só para a Argentina, que esse ano vem sendo o principal destino das exportações baianas, o crescimento das vendas chega a 64,2% no período.
As importações, no acumulado do ano, alcançam US$ 4,34 bilhões, com crescimento de 13,7%. O ritmo de crescimento mais fraco das importações é resultado da desaceleração da produção industrial nos últimos meses e a consequente redução das compras de bens intermediários e de combustíveis, responsáveis por aproximadamente 70% das importações totais da Bahia.
No ano, a corrente de comércio exterior da Bahia soma US$ 10,3 bilhões, com umsuperávit de US$ 1,6 bilhão, 48% acima de igual período de 2010.