Bahia gerou dois mil empregos em julho

Publicado: 16/08/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 09:52

A Bahia criou 2.033 novos postos de trabalho com carteira assinada em julho de 2011, acumulando, de janeiro a julho, 64.861 postos de trabalho com carteira assinada.



A Bahia criou 2.033 novos postos de trabalho com carteira assinada em julho de 2011, acumulando, de janeiro a julho, 64.861 postos de trabalho com carteira assinada.

O saldo do ano coloca o estado como líder na geração de emprego no Nordeste e na sétima posição no ranking que classifica as unidades da Federação, segundo avaliação da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O saldo de julho, abaixo do desempenho de julho de 2010 e de junho passado, foi decorrente das demissões ocorridas no setor da construção civil, único com resultado negativo no mês, com -3.833 postos de trabalho. "Este resultado representou uma expansão menor em relação ao número de empregos gerados nos meses anteriores, mas foi algo pontual.

O fechamento de uma construtora em Feira de Santana contribuiu fortemente para este resultado, mas ainda sim registramos saldo positivo, o que mostra que há crescimento sustentável", ressalta Zezéu Ribeiro.Todos os demais setores de atividades apresentaram saldos positivos em julho.

Os Serviços tiveram o maior saldo no mês de julho de 2011, com novos 2.088 empregos formais, seguido da Indústria de Transformação (1.449 postos), sendo que o subsetor mais importante foi o de Indústria de calçados. A Agropecuária gerou 1.444 empregos. O setor do Comércio, 381 postos de trabalho, com destaque para o subsetor de Comércio varejista.

Os Serviços Industriais de Utilidade Pública, Administração Pública e Extrativa Mineral registraram saldos de, respectivamente, 279, 121 e 104 postos de trabalho em julho.No acumulado do ano (janeiro a julho de 2011), os Serviços lideram novamente, com 22.338 vagas. A Agropecuária acumula 15.831 empregos, e a Indústria de transformação, 7.101 postos. O setor da Construção Civil apurou um saldo de 4.932 postos, o Comércio, 2.776 empregos, e a Extrativa Mineral, 697 postos.

Os setores Serviços Industriais de Utilidade Pública e Administração Pública registraram saldos de, respectivamente, 652 e 380 postos de trabalho gerados entre janeiro e julho de 2011.O Brasil contabilizou, no mês de julho, um saldo de 140.563 postos de trabalho, acumulando no ano 1.593.527 postos. A Região Nordeste registrou, no mês de julho de 2011, um saldo de 27.543 postos de trabalho. Com esse resultado, acumulou, de janeiro a julho, 117.648 empregos.

A Bahia, ao apresentar um saldo de 2.033 empregos no mês de julho de 2011, não ficou com a liderança na geração de emprego na comparação com os demais estados da Região Nordeste, como vinha sendo observado nos últimos meses. O resultado foi inferior ao do estado de Pernambuco (8.029 postos), Ceará (7.820 postos), Maranhão (3.021 postos) e superou os desempenhos dos estados de Sergipe (1.675 postos), Alagoas (1.580 postos), Rio Grande do Norte (1.293 postos), Paraíba (1.190 postos) e Piauí (902 postos).

Lauro de Freitas lidera geração de empregos em julho e Salvador, no anoA maior parte das vagas celetistas criadas em julho ficou a cargo dos municípios situados na Região Metropolitana de Salvador, onde foram gerados 1.988 empregos (97,8% do total), enquanto os municípios situados fora da região metropolitana foram responsáveis pela criação de 45 vagas (2,2%).

No acumulado do ano, o interior gerou 40.739 postos (62,8% de todas as vagas), ao passo que a RMS criou 24.122 empregos (37,2%).Lauro de Freitas (1.314), Juazeiro (925) e Casa Nova (854) destacaram-se com os melhores desempenhos na criação de novas oportunidades em julho.

O setor de Serviços foi o mais dinâmico em Lauro de Freitas, respondendo por 1.018 postos de trabalho, enquanto que, em Juazeiro e Casa Nova, foi o setor da Agropecuária que mais gerou postos de trabalho (888 e 855 vagas, respectivamente).Entre os municípios que tiveram os menores saldos de empregos em julho de 2011, podem-se ressaltar Feira de Santana (-3.952 vagas), Itamaraju (-1.039 vagas) e Eunápolis (-778 vagas).

A retração dos empregos em Feira de Santana foi determinada, principalmente, pelo saldo negativo relacionado às atividades do setor da Construção Civil (-4.258 postos). Em Itamaraju e Eunápolis, o setor da Agropecuária foi responsável pela eliminação de 1.068 e 589 postos de trabalho, respectivamente.

No período de janeiro a julho de 2011, Salvador registrou o maior saldo, com 23.001 empregos. Lauro de Freitas e Juazeiro contabilizaram 9.550 e 6.292 empregos formais, segundo e terceiro colocados na abertura de novas oportunidades de trabalho na Bahia.

Observando os desempenhos negativos nos sete primeiros meses de 2011, Itapetinga (-3.978 vagas), Porto Seguro (-1.852 vagas) e Dias D´Ávila (-834 vagas) destacaram-se com os menores saldos de empregos formais.