Exportações baianas crescem em outubro e já alcançam US$ 9,1 bilhões no ano

Publicado: 10/11/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 09:52

Embora crescendo em ritmo menor devido à crise financeira nos países centrais, as exportações baianas atingiram em outubro US$ 949,8 milhões, 23,4% acima de outubro de 2010, segundo informações da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria de Planejamento.



Embora crescendo em ritmo menor devido à crise financeira nos países centrais, as exportações baianas atingiram em outubro US$ 949,8 milhões, 23,4% acima de outubro de 2010, segundo informações da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria de Planejamento. Neste ano, até o mês de outubro, as exportações já superam todo o ano de 2010, alcançando US$ 9,1 bilhões, recorde histórico.

A redução nos embarques de automóveis (reflexo das mudanças nas regras de IPI); soja (fim da safra); petroquímicos e produtos metalúrgicos (redução dos embarques para Europa e EUA) fizeram com que as vendas externas recuassem 7% em comparação a setembro.

A Bahia, entretanto, termina os dez primeiros meses do ano com exportações recordes, 22,7% superior a de igual período de 2010, respondendo por 60% das vendas externas da região nordeste.

Para o coordenador de Comércio Exterior da SEI, Arthur Souza Cruz, a origem desse desempenho veio basicamente dos preços, que subiram em média 24,5% no ano, já que os três setores que lideram a pauta, petroquímicos, derivados de petróleo e papel e celulose tiveram redução no volume exportado. “O crescimento das economias da América Latina, principalmente da Argentina, além da China – os dois maiores destinos para os produtos baianos - também contribuíram nos resultados positivos em 2011”, completa.

O líder das vendas externas tanto no mês como no acumulado do ano é o setor de petróleo e derivados, que trouxe US$ 1,53 bilhão ao estado de janeiro a outubro, 35,2% mais do que em igual período de 2010. O setor é seguido pelo de papel e celulose com US$ 1,52 bilhão e pelos petroquímicos com US$ 1,48 bilhão. A soja e seus derivados já despontam como quarto mais importante da pauta do estado com US$ 1,14 bilhão de vendas até outubro e crescimento de 33%.

IMPORTAÇÕES

As importações baianas em outubro seguiram tendência semelhante ao das exportações: crescimento de 24,7% em relação a igual mês de 2010 e redução de 0,8% em relação ao mês anterior. No acumulado em dez meses, as importações somam US$ 6,53 bilhões, com alta de 17,7%.

A redução no ritmo de crescimento das importações, localizadas em bens intermediários e de capital, acompanha o movimento de desaceleração da produção industrial em razão de crescimento menor da economia doméstica. Além de um crescimento menor de produção, há a desindustrialização em alguns segmentos, o que incentiva a compra de produtos acabados.

Nafta, automóveis, minério de cobre, inseticidas e fertilizantes responderam por 63,6% do total importado no mês que chegou a US$ 717,4 milhões.

Com os resultados de outubro, o saldo da balança comercial da Bahia no ano atinge US$ 2,55 bilhões, 37,7% acima de igual período de 2010.