IPC apresentou alta de 0,44% em novembro

Publicado: 16/12/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 09:52

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Salvador apresentou variação de 0,44% em novembro. Este resultado foi superior ao apurado no mês anterior (-0,30%). Em novembro de 2010, o IPC havia registrado variação de 0,89%. No acumulado do ano o índice atingiu 4,40%, segundo dados apurados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan).

No acumulado dos últimos 12 meses (dez. 2010 – nov. 2011), a taxa situou-se em 4,70%, resultado inferior ao acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores (nov. 2010 – out. 2011), que foi de 5,17%.

Em novembro de 2011, os produtos/serviços que tiveram maiores contribuições positivas para a formação da taxa, com suas respectivas variações de preços, foram: Pacote turístico (10,38%), Tarifa de telefonia celular (2,97%), Cerveja fora do domicílio (2,66%), Boate,danceteria e discoteca (21,43%), Cruzeiro marítimo (6,35%), Tomate (19,21%), Refeição a peso (1,79%), Gastos com empregados domésticos (1,48%), Cabeleireiro (3,26%) e Aluguel residencial (0,80%). Em contrapartida, os produtos cujos preços exerceram maiores pressões negativas foram: Automóvel novo (3,81%), Acessórios fotográficos (7,22%), Condomínio (1,14%), Gasolina (0,39%), Carne seca (2,28%), Acessórios e peças de veículos (1,40%), Passagem de ônibus interestadual (1,51%), Móvel para quarto (1,86%), Microcomputador e impressora (1,93%) e Peças de decoração (4,52%). Ressalte-se que, dos 375 produtos/serviços pesquisados mensalmente pela SEI, 193 apresentaram aumento nos preços médios, 87 não tiveram alterações e 95 registraram decréscimos.

Levando-se em conta apenas os reajustes individuais, os produtos/serviços cujos preços médios mais aumentaram, em novembro do ano corrente, foram: limão (58,75%), boate, danceteria e discoteca (21,43%), tomate (19,21%), abacaxi (17,78%), pacote turístico (10,38%), abóbora (10,00%), alface (9,60%), pimentão (9,46%), batata inglesa (8,75%) e coentro (7,89%).

Depois de quatro meses em queda, cesta registra aumento de 3,9%

A ração essencial mínima definida pelo Decreto-lei 399, de 30 de abril de 1938, que estabelece 12 produtos alimentares (feijão, arroz, farinha de mandioca, pão, carne, leite, açúcar, banana, óleo, manteiga, tomate e café) e suas respectivas quantidades, passou a valer R$ 194,85 em novembro, representando acréscimo de 3,90% quando comparado com o mês de outubro de 2010. Com este resultado, a variação acumulada no ano chegou a 6,41%.

Dos 12 produtos que compõem a ração essencial mínima, oito registraram variações positivas: Tomate (19,21%) Carne bovina (cruz-machado) (3,81%), Banana-prata (2,11%), Leite pasteurizado (1,72%), Feijão (1,55%), Café moído (1,37%), Arroz (1,10%) e Manteiga (0,74%). Dois produtos registraram variações negativas: Pão francês (0,17%) e Açúcar cristal (0,42%). E apenas dois produtos permaneceram com os preços médios estáveis: Óleo de soja e Farinha de mandioca. Em novembro, o tempo de trabalho necessário para se obter a cesta básica foi de 85 horas e 48 minutos, e o trabalhador comprometeu 35,75% do salário mínimo para adquirir os 12 produtos da cesta.