Taxa de desemprego cai para 15,3% em 2011

Publicado: 03/02/2012 Última atualização: 06/10/2026 às 09:52

A taxa média de desemprego diminuiu pelo oitavo ano consecutivo, passando de 16,6%, em 2010, para 15,3%, em 2011, menor patamar da série histórica anual, iniciada em 1997. As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Salvador (PEDRMS), realizada pela SEI, em parceria com o Dieese, a Setre e a Fundação SEADE, mostram que foram gerados 14 mil postos no ano, número que somado ao de pessoas que deixaram a força de trabalho (12 mil) resulta na saída de 26 mil pessoas da situação de desemprego.

No conjunto das sete regiões do país onde a PED é realizada, a taxa média anual de desemprego diminuiu, ao passar de 11,9%, em 2010, para 10,5%, em 2011. O nível de ocupação no conjunto das regiões cresceu 2,1%, reflexo do desempenho positivo de quase todas as regiões pesquisadas: Recife (6,0%), Porto Alegre (3,0%), Fortaleza (2,4%), São Paulo (1,9%), Distrito Federal (1,7%) e Salvador (0,9%). A exceção foi a região de Belo Horizonte, onde o nível ocupacional permaneceu relativamente estável (0,3%).

Na RMS, o crescimento de 0,9% no nível de ocupação foi inferior ao registrado no ano anterior, quando a taxa média anual de crescimento foi de 5,9%. O contingente de desempregados foi calculado em 286 mil pessoas, o de ocupados em 1.580 mil e a População Economicamente Ativa (PEA) em 1.866 mil. No ano em análise, a Taxa de Participação, indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas, reduziu de 58,3% para 56,4%.

Quase todos os setores de atividade econômica pesquisadas na RMS tiveram aumento da ocupação, que foi mais expressiva na Construção Civil (19 mil ou 16,7%), nos Serviços Domésticos (17 mil ou 14,9%) e na Indústria (13 mil ou 10,2%); no Comércio também houve acréscimo (4 mil ocupações, ou 1,6%). A exceção ficou por conta dos Serviços, que apresentou redução de 34 mil ou -3,6%.


Na análise por posição ocupacional, observou-se pequeno aumento de 0,4% no contingente de assalariados, em 2011, resultado exclusivo da elevação do emprego no setor privado (4,7%), já que no setor público houve redução (-16,1%). No segmento privado, o assalariamento com carteira de trabalho assinada cresceu 7,1%, intensificando o desempenho positivo observado nos anos anteriores. Por outro lado, o assalariamento sem carteira assinada decresceu (-7,2%). O nível de emprego elevou-se para os trabalhadores autônomos (3,5%) e, em maior intensidade, para os domésticos (14,9%), e reduziu para os empregadores (-16,3%) e para os ocupados no agregado demais posições ocupacionais (-29,4%).

O rendimento médio real decresceu tanto para os ocupados (-7,5%) como para os assalariados (-6,4%). Em termos monetários, a remuneração média dos ocupados passou a equivaler a R$ 1.047 e a dos assalariados, a R$ 1.151. A massa de rendimentos reais também diminuiu para os ocupados (-7,4%) e para os assalariados (-7,1%), em decorrência dos decréscimos no rendimento e no salário médios. A redução ocorrida em 2011 interrompeu a trajetória de expansão do nível de rendimento observada nos últimos sete anos.