Taxa de desemprego aumenta na região metropolitana

Publicado: 02/03/2012 Última atualização: 06/10/2026 às 09:51

As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) mostram que a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador (RMS), em janeiro, foi de 15,0% da População Economicamente Ativa (PEA), valor superior ao de dezembro de 2011 (14,1%). A PED é realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), em parceria com o Dieese, Seade e Setre.

O contingente de ocupados foi estimado em 1.649 mil pessoas, já o número de desempregados foi estimado em 291 mil, 24 mil a mais que no mês anterior. Esse resultado deveu-se a geração de 20 mil novos postos de trabalho, número inferior ao de novas pessoas incorporadas na PEA (44 mil).

Conforme os principais setores de atividade econômica analisados, o nível ocupacional elevou-se nos Serviços (15 mil ou 1,6%), na Construção civil (12 mil ou 8,6%), no agregado Outros Setores – que inclui Serviços domésticos e outras atividades - (3 mil ou 2,0%) e no Comércio (2 mil ou 0,7%). Apenas na Indústria, o nível ocupacional decresceu (12 mil ou 8,2%).

Já o índice de trabalhadores assalariados ficou relativamente estável em relação ao mês anterior (acréscimo de 2 mil pessoas ou 0,2%). Houve crescimento no setor público (5 mil ou 3,0%) e estabilidade relativa no setor privado (decréscimo de 2 mil ou 0,2%). No interior do setor privado, verificou-se aumento do contingente de trabalhadores sem carteira assinada (5 mil ou 3,7%) e redução no dos com carteira assinada (7 mil ou 0,9%). Registrou-se aumento no número de trabalhadores Autônomos (14 mil ou 4,1%) e no contingente de Domésticos (7 mil ou 5,0%). O agregado Outras posições ocupacionais, que inclui os empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócios familiares foi reduzido (3 mil ou 4,2%).

Comportamento nos últimos 12 meses

Em relação a janeiro de 2011, a taxa de desemprego total aumentou, ao passar de 13,6% para os atuais 15,0% da PEA. O aumento da taxa de desemprego total refletiu as elevações das taxas de desemprego aberto (que passou de 9,4% para 10,3%) e oculto (que passou de 4,2% para 4,7%).

No mesmo período, o contingente de desempregados aumentou em 34 mil pessoas, como resultado da criação de postos de trabalho (17 mil), em número inferior ao acréscimo da PEA (51 mil). A taxa de participação não variou em relação a janeiro de 2011, permanecendo em 57,8%.

Nos últimos 12 meses, o número de ocupados aumentou 1,0%, passando de 1.632 mil pessoas para 1.649 mil. Entre os setores de atividade econômica analisados, o nível ocupacional elevou-se no agregado Outros setores, que inclui os serviços domésticos e outras atividades (26 mil ou 20,0%), na Construção civil (23 mil ou 17,8%) e no Comércio (10 mil ou 3,7%). Observou-se decréscimo no setor de Serviços (28 mil pessoas ou 2,9%) e na Indústria (14 mil ou 9,4%).

Segundo a posição na ocupação, o emprego assalariado decresceu (22 mil ou 2,0%), devido à redução do trabalho assalariado no setor público (49 mil ou 22,3%), visto que o contingente do setor privado aumentou (33 mil ou 3,8%). O setor privado registrou acréscimo no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (34 mil ou 4,6%) e ligeira diminuição entre os sem carteira assinada (1 mil ou 0,7%). Houve elevação nos contingentes de Domésticos (33 mil ou 28,9%) e de Autônomos (12 mil ou 3,5%), enquanto decresceu o do agregado Outras Posições Ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar (6 mil, ou 8,0%).