O comércio varejista baiano, em fevereiro de 2012, apresentou expansão de 9,6% no volume de vendas, em relação ao mesmo mês do ano anterior. O crescimento no segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (13,6%), típicos das comemorações carnavalescas, conseguiu superar os impactos ocasionados pela greve dos policiais militares transcorrida no início do mês em análise.
O comércio varejista baiano, em fevereiro de 2012, apresentou expansão de 9,6% no volume de vendas, em relação ao mesmo mês do ano anterior. O crescimento no segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (13,6%), típicos das comemorações carnavalescas, conseguiu superar os impactos ocasionados pela greve dos policiais militares transcorrida no início do mês em análise.Outro setor positivo foi de Combustíveis e lubrificantes (14,3%), devido aumento de viagens em carros próprios e ônibus extras no período de férias.
A expansão no mês de fevereiro também foi superior ao mês de janeiro de 2012 (7,7%). Já no mesmo período de 2011, a expansão do comércio varejista apresentou resultado de 11,5%. Na comparação, com ajuste sazonal (fevereiro de 2012/ janeiro de 2012) a taxa variou negativamente em 0,6%. Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada em âmbito nacional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e divulgados em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) – autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (SEPLAN).
O resultado mensal do comércio varejista é atribuído à estabilidade do emprego e dos preços. Nos últimos anos os fatores de sustentação do comércio foram, principalmente, a massa real de rendimentos em alta e a expansão do crédito. Apesar do mercado de trabalho estar aquecido, o crédito apresenta uma desaceleração, mas ainda oferece prazos bastante longos, especialmente para os bens de consumo duráveis, haja vista o setor de Móveis e eletrodomésticos, que obteve o maior crescimento no mês (15,4%). No acumulado dos últimos 12 meses (15,1%) e do ano (13,9%) o volume de vendas também foi favorável para esse segmento.
Mais dois segmentos também apresentaram altas nas vendas: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (4,5%); e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,4%). Os resultados negativos foram percebidos em três segmentos: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,6%); Tecidos, vestuário e calçados (-5,1%); e Livros, jornais, revistas e papelaria (-34,6%). Já os ramos fora do setor varejista também apresentaram decréscimo na variação do volume de vendas: Material de Construção (-4,0%) e Veículos, motocicletas, partes e peças (-10,0%).