Lançamento do livro Metrópole Baiana estimula debates sobre a Região Metropolitana de Salvador

Publicado: 20/07/2012 Última atualização: 06/10/2026 às 09:51

Na última quinta feira (19), a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) promoveu o lançamento da publicação “Metrópole Baiana: Dinâmica Econômica e Socioespacial Recente”. Durante o evento, o arquiteto e diretor de Estudos da SEI, Edgard Porto, apresentou, juntamente com o economista da SEI, César Vaz, alguns dos temas do livro, como a reestruturação econômica e produtiva das metrópoles e concentração espacial dos serviços. O lançamento contou ainda com a participação do diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, de Zezéu Ribeiro, ex-secretário do Planejamento do Estado, deputado federal e relator do Estatuto da Metrópole, e do atual secretário do Planejamento do Estado, José Sérgio Gabrielli.


Geraldo Reis iniciou as apresentações e comentou sobre o processo de elaboração do livro e sua importância para a SEI: “Esse estudo que apresentamos aqui é o resultado de esforços coletivos da equipe técnica. Com publicações como a SEP 93, a SEI tem a perspectiva de dar subsídios às políticas públicas do Estado”. Edgard Porto explicou que o livro “Metrópole Baiana” foi produzido a partir de um levantamento de pesquisas do IBGE, MTE e registros administrativos de órgãos estaduais e federais. “Outra fonte de referência foram os autores que abordam o tema em escalas regionais, nacionais e globais”, acrescenta Porto. Além do processo de pesquisa, foram aplicados cerca de sete mil questionários da PED em toda a Região Metropolitana de Salvador.

Zezéu Ribeiro, que fez parte da mesa de apresentação, explicou a importância de se estudar a configuração de uma região metropolitana. Entre os temas debatidos, destacou a questão dos portos da RMS. “A metrópole cresceu baseada no comércio através dos portos e precisa retomar a discussão do conjunto de portos da Bahia de todos os Santos”. Depois de uma sessão de perguntas do público, o secretário do Planejamento do Estado encerrou o evento com um apanhado das principais questões abordadas na publicação. “Existem algumas demandas mais comuns numa metrópole, como a melhora da mobilidade urbana, mas outras ainda não são muito discutidas e poderão ser problemas futuros. O que acontecerá com a oferta de água da região metropolitana em 15 ou 20 anos?”, questiona o secretário. Após apontar outras demandas da RMS, Gabriellifinaliza: “Eu queria elogiar o trabalho, chamar atenção para a importância da publicação e sugerir que se continue as análises e interpretações do tema”.