Indicador de confiança do empresariado baiano cresce pelo terceiro mês consecutivo

Publicado: 05/11/2012 Última atualização: 06/10/2026 às 09:50

O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), registrou variação de 28 pontos, no mês de setembro, e apresentou crescimento pelo terceiro mês consecutivo. O ICEB atingiu 109,9 pontos, mantendo-se na zona de Otimismo Moderado. Todos os setores apresentaram crescimento nos indicadores de confiança em relação ao mês anterior. O setor da Agropecuária teve alta de 11,1 pontos, permanecendo na zona de Otimismo Moderado. A indústria manteve a trajetória de recuperação iniciada no mês de julho, elevando a confiança do indicador setorial em 14,5 pontos, embora ainda esteja na zona de Pessimismo Moderado com -100,0 pontos. Já o setor de Serviços e Comércio proporcionou crescimento do indicador setorial em 36 pontos, registrando 199,1 pontos, continuando na zona de Otimismo Moderado.

As expectativas de otimismo entre os setores de atividade são decorrentes da combinação das políticas fiscais e monetárias expansionistas como: incentivos fiscais, principalmente para a indústria, redução das taxas de juros e flexibilização dos créditos e financiamentos. Embora estas políticas possam comprometer o endividamento das famílias e das empresas, a mesma contribui para combater os reflexos recessivos da atual conjuntura econômica internacional.

O questionário da Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano divide-se em duas partes: a primeira é referente às variáveis econômicas (PIB, câmbio, inflação e juros) e a segunda, ao desempenho das empresas (vendas, crédito, situação financeira, emprego, capacidade produtiva, abertura de unidades). No mês de setembro, as variáveis econômicas apresentaram resultados um pouco melhores que as variáveis de desempenho das empresas. No geral, as variáveis econômicas apresentaram acréscimo de 29,1 pontos em relação ao mês anterior, enquanto as de desempenho das empresas registraram crescimento de 27,5 pontos. Na análise setorial das variáveis econômicas, a Agropecuária e o setor de Serviços e Comércio mantém-se na zona de Otimismo Moderado. Já a Indústria se estabelece na zona de fronteira entre o Pessimismo Moderado e o Otimismo Moderado. Em relação às variáveis de desempenho das empresas, ocorre alteração em relação à Indústria, que retorna da zona de Otimismo Moderado para o Pessimismo Moderado.

Observando as expectativas de inflação para os próximos 12 meses, 8,0% dos entrevistados responderam que os preços estarão plenamente estáveis; 52,0% afirmam que os preços estarão tendendo para estabilidade, 36% acreditam que os preços estarão afastando da estabilidade, e 4% apostam que os preços estarão extremamente instáveis. No que diz respeito aos juros, referente à taxa Selic, para os próximos 12 meses, 3,9% apontam para uma redução superior a 4 pontos percentuais; 7,7% acreditam em uma redução entre 2 e 4 pontos percentuais; 84,6% têm como expectativa variação entre -2 e 2 pontos percentuais, e 3,8% indicam aumento entre 2 e 4 pontos percentuais.

Verificando-se as expectativas do PIB nacional para os próximos 12 meses, 11,5 % acreditam no crescimento entre 3% e 4,9%; 80,8% apontam para um crescimento entre 1% e 2,9%, e 7,7% indicam  uma variação entre -1,0% e 0,9%. Quanto à expectativa do PIB estadual para os próximos 12 meses, 7,7% afirmam que haverá um crescimento acima de 5%; 19,2% dizem que crescerá entre 3,0% e 4,9%; 57,7%  acreditam que o produto crescerá entre 1% e 2,9% e 15,4% esperam uma variação entre -1,0% e 0,9%.

Referente às expectativas das vendas para os próximos 12 meses, 3,9% dos entrevistados acreditam que irão aumentar muito; 34,6% apontam aumentos razoáveis; 53,8% acham que não haverá alteração, e 7,7% indicam redução razoável. No que diz respeito ao crédito para os próximos 12 meses, 11,5% esperam que o crédito esteja muito atrativo; 38,5% acreditam que será atrativo; 42,3% apontam crédito pouco atrativo, e 7,7% consideram que não estará atrativo. Analisando o câmbio para os próximos 12 meses, 8% afirmam que estará muito favorável, 23,1% acreditam que estará favorável; 36,0% são indiferentes e 20,0% apontam que estará desfavorável. Quanto à capacidade produtiva para os próximos 12 meses, 3,9% afirmam que estará consideravelmente maior; 23,1% acreditam que será pouco maior; 46,2% dizem que permanecerá a mesma e 26,9% crêem que a capacidade estará pouco menor.

Quanto à situação financeira das empresas para os próximos 12 meses, 3,9% dos entrevistados responderam que estará consideravelmente melhor; 26,9% acreditam em situação pouco melhor; 42,3% afirmam que estará a mesma; 23,1% apontam que será pouco pior, e 3,9%, acreditam que será consideravelmente pior. Observando o emprego para os próximos 12 meses, 3,9% pretendem contratar muitos trabalhadores; 26,9% devem contratar trabalhadores; 50,0% vão manter a quantidade atual de empregados; 15,4% irão demitir trabalhadores, e 3,9% devem demitir muitos trabalhadores. Verificando as expectativas das exportações para os próximos 12 meses, 5,3% dos respondentes acreditam no aumento substancial; 26,3% indicam acreditar em aumento, 57,9% apontam para a estabilidade, 5,3% esperam diminuição e 5,3% crêem em diminuição substancial. Quanto à abertura de unidades para os próximos 12 meses; 30,8% dos empresariados contam com abertura de algumas unidades; 46,2% acreditam que o saldo de abertura e fechamento não irá se alterar; 19,2% concordam que o saldo será de fechamento de algumas unidades, e 3,9% apontam para fechamento de muitas unidades.

Quanto as variáveis econômicas, se destacaram na zona de Otimismo Moderado a Inflação e o PIB Estadual.  O empresariado baiano tem demonstrado diferenças nas expectativas entre o crescimento do PIB estadual e federal. Já em relação ao desempenho das empresas há Otimismo Moderado para todas as variáveis, tendo com destaque para Vendas e Câmbio.

O setor da Indústria apresenta expectativa de Pessimismo em relação ao Crédito e de Pessimismo Moderado para Vendas, Câmbio, Capacidade produtiva, Situação financeira e Abertura de unidades. Somente as Exportações, encontra-se na zona de Otimismo Moderado.