O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação positiva de 0,65% no mês de outubro, inferior à apurada em setembro (0,66%). O resultado de outubro foi influenciado pelo aumento em produtos como: aveia em flocos, televisor, gasolina e farinha de mandioca. No acumulado dos últimos 12 meses (nov. 2011 – out. 2012) a taxa situou-se em 6,27%, resultado superior ao acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores (out. 2011-set. 2012), quando esteve em 5,27%. Os dados são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).
Dos sete grandes grupos que compõem o IPC/SEI, seis registram acréscimos enquanto um variou negativamente. Houve aumento de preços nos grupos de: Transporte e comunicação (1,84%), Artigos de residência (0,76%), Saúde e cuidados pessoais (0,67%), Habitação e encargos (0,55%), Alimentos e bebidas (0,44%) e Vestuário (0,26%). O grupo de Despesas pessoais foi o único a apresentar queda (-0,53%).
Dentre os produtos/serviços que tiveram aumento de preço, contribuindo positivamente para formação da taxa estão: aveia em flocos (66,36%), televisor (9,02%), gasolina (8,91%), farinha de mandioca (6,62%), aparelho de som (5,96%) e arroz (5,74%). Em contrapartida, houve queda nos preços do pimentão (14,78%), tomate (10,54%), laranja pêra (10,09%), cebola (8,33%), cruzeiro marítimo (5,84%), pacote turístico (4,73%) e feijão mulatinho (4,26%), entre outros.
Levando em conta apenas os reajustes individuais, os produtos cujos preços tiveram aumentos mais consideráveis em outubro foram: aveia em flocos (66,36%), teatro (14,29%), aipim (13,62%), limão (13,07%), maracujá (12,20%), televisor (9,02%), gasolina (8,91%), quiabo (7,18%), consulta psicológica (7,14%) e alface (6,90%).
Queda na cesta – Em outubro, a cesta básica dos soteropolitanos passou a custar R$ 220,70, uma queda no custo de 1,44%, quando comparado com mês anterior. Dos doze produtos que compõem a ração essencial mínima, oito registraram aumentos: farinha de mandioca (6,62%), arroz (5,74%), açúcar cristal (1,41%), carne bovina (cruz machado) (0,97%), leite pasteurizado (0,78%), óleo de soja (0,55%), manteiga (0,34%), café moído (0,31%). Três registraram variações negativas: tomate (10,54%), feijão rajado (2,51%) e pão francês (1,24%). Apenas a banana da prata permaneceu com preço estável.