Indicador de confiança permanece em zona de otimismo moderado em dezembro

Publicado: 01/02/2013 Última atualização: 06/10/2026 às 09:50

No mês de dezembro, o Indicador de Confiança do Empresariado Baiano – ICEB, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia – SEI, registrou 36,2 pontos, arrefecimento de 66,9 pontos em relação ao mês anterior. Embora ainda permaneça na zona de Otimismo Moderado, o indicador atinge o menor valor da sua série histórica.



No mês de dezembro, o Indicador de Confiança do Empresariado Baiano – ICEB, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia – SEI, registrou 36,2 pontos, arrefecimento de 66,9 pontos em relação ao mês anterior. Embora ainda permaneça na zona de Otimismo Moderado, o indicador atinge o menor valor da sua série histórica.

No que diz respeito às atividades econômicas, a Agropecuária manteve a tendência de recuperação com alta de 52,1 pontos, passando assim para zona de Otimismo Moderado com 41,7 pontos. Já o setor da Indústria apresentou redução de 35,5 pontos e alcança -115,2 pontos, permanecendo na zona de Pessimismo Moderado. O setor de Serviços e Comércio acabou colaborando com o recuo do ICEB no mês de dezembro, uma vez que o indicador setorial registrou 102,3 pontos, redução de 96,8 pontos em relação ao mês anterior, ainda assim continuando na zona de Otimismo Moderado.

A expectativa de Otimismo Moderado da Agropecuária emana do fim da estiagem na região do semiárido e o crescimento da produção agrícola para o próximo ano. Quanto a Indústria, há incertezas quanto á recuperação do setor, uma vez que não depende somente do cenário econômico interno. No que diz respeito a Serviços e Comércio, a pesquisa aponta uma maior preocupação dos empresários quanto à situação financeira das empresas para os próximos doze meses.

O questionário da Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano divide-se em duas partes: a primeira é referente às variáveis econômicas (PIB, câmbio, inflação e juros) e a segunda, ao desempenho das empresas (vendas, crédito, situação financeira, emprego, capacidade produtiva, abertura de unidades). No mês de dezembro, as variáveis de desempenho das empresas apresentaram resultados melhores que as variáveis econômicas, exceto para a Indústria. No geral, as Variáveis econômicas apresentaram decréscimo de 85,4 pontos em relação ao mês anterior, enquanto as de Desempenho das empresas registraram redução de 57,6 pontos. Para análise setorial das Variáveis econômicas, a Agropecuária e a Indústria deixam a zona de Otimismo Moderado e passam para o Pessimismo Moderado. No que se refere as variáveis de Desempenho das empresas, a única modificação é em relação à Agropecuária que sai da zona de Pessimismo Moderado para o Otimismo Moderado. As Variáveis econômicas encontram-se na zona de Pessimismo Moderado com -0,8 pontos. Já as de Desempenho das empresas continuam na zona de Otimismo Moderado marcando 54,7 pontos.

Quanto às expectativas de inflação para os próximos 12 meses, 41,7% dos entrevistados afirmam que os preços estarão tendendo para a estabilidade, 50,0% que os preços estarão se afastando da estabilidade e 8,3% acreditam que os preços estarão extremamente instáveis. Em relação aos juros, no que se refere à taxa Selic para os próximos 12 meses, 4,2% afirmam que irá diminuir em mais de 4 pontos percentuais,  91,7% têm como expectativa variação entre -2 e 2 pontos percentuais e 4,1% indicam aumento entre 2 e 4 pontos percentuais.

Quanto à expectativa do PIB nacional para os próximos 12 meses, 12,5% dos entrevistados apontam que o país irá crescer entre 3% e 4,9%, 70,8% acreditam no crescimento entre 1% e 2,9%, 12,5% apontam que irá variar entre -1,0% e 0,9% e 4,2% dos respondentes balizam que irá diminuir mais de 1,0%.  Analisando o PIB estadual para os próximos 12 meses, 4,2% dos entrevistados acreditam na possibilidade de crescimento acima de 5%, 25,0% indicam que haverá crescimento entre 3% e 4,9%, 54,2% afirmam que o produto crescerá entre 1% e 2,9% e 16,6% esperam uma variação entre -1% e 0,9%.

Avaliando as expectativas de vendas para os próximos 12 meses, 29,2% dos entrevistados apontam aumentos razoáveis, 58,3% acham que não haverá alteração e 12,5% indicam redução razoável. Em relação ao crédito para os próximos 12 meses, 8,7% espera que o crédito esteja muito atrativo, 39,1 % atrativo e 52,2% pouco atrativo. Quanto o câmbio para os próximos 12 meses, 34,8% dos representantes patronais acreditam que estará favorável, 30,4% são indiferentes e 34,8% apontam que estará desfavorável. Já em relação a utilização da capacidade produtiva para os próximos 12 meses, 4,2% afirma que estará consideravelmente maior, 16,7% pouco maior, 58,3% permanecerá a mesma, 16,7% pouco menor e 4,2% apostam que estará consideravelmente menor.

No que se refere à situação financeira das empresas para os próximos 12 meses, 25,0% dos entrevistados responderam que estará pouco melhor, 41,7% a mesma, 29,2% pouco pior e 4,2% consideravelmente pior. Analisando o emprego para os próximos 12 meses, 20,8% pretendem contratar trabalhadores, 58,3% manter a quantidade atual de empregados, 16,7% demitir trabalhadores e 4,2% demitir muitos trabalhadores. Quanto à expectativa das exportações para os próximos 12 meses, 11,8% dos respondentes acreditam no aumento, 82,4% na estabilidade e 5,8% na redução. Para os próximos 12 meses, quanto a abertura de unidades, 16,7% dos empresariados contam com abertura de algumas unidades, 54,2% apontam que o saldo de abertura e fechamento não irá se alterar e 29,2%  apontam para  o fechamento de algumas unidades.

No que diz respeito às variáveis econômicas, a expectativa de inflação encontra-se na zona de Pessimismo Moderado para todas as atividades setoriais. Sendo que no geral, a melhor expectativa é em relação ao PIB estadual. Já os juros, PIB nacional e PIB estadual permanecem na zona de Otimismo Moderado.

Verificando as variáveis de desempenho, percebe-se que para o setor da Indústria todas as variáveis continuam na zona de Pessimismo Moderado, exceto exportação que passa para a zona de fronteira entre o Otimismo Moderado e o Pessimismo Moderado. No geral destaca-se em ordem decrescente no Otimismo Moderado: vendas, crédito, capacidade produtiva, exportação, emprego e câmbio. Já situação financeira e abertura de novas unidades passam para zona de Pessimismo Moderado.