
Lotação esgotada no lançamento da primeira publicação sobre Economia Criativa do governo do Estado. No evento, promovido pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), a Bahia Análise e Dados: Economia Criativa levou para a mesa de apresentação da revista três secretários de Estado – o secretário do Planejamento, José Sergio Gabrielli, Albino Rubim, secretário de Cultura e Paulo Câmara, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação. Quem também compôs a mesa foi Geraldo Reis, diretor-geral da SEI, Edival Passos, presidente do Sebrae e Wagner Fernandes, Superintendente do Teatro Sesi.
Lotação esgotada no lançamento da primeira publicação sobre Economia Cria0tiva do governo do Estado. No evento, promovido pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), a Bahia Análise e Dados: Economia Criativa levou para a mesa de apresentação da revista três secretários de Estado – o secretário do Planejamento, José Sergio Gabrielli, Albino Rubim, secretário de Cultura e Paulo Câmara, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação. Quem também compôs a mesa foi Geraldo Reis, diretor-geral da SEI, Edival Passos, presidente do Sebrae e Wagner Fernandes, Superintendente do Teatro Sesi.

Geraldo Reis, Edival Passos, José Sergio Gabrielli, Albino Rubim, Paulo Câmara e Wagner Fernandes
Para dar início ao evento, Geraldo Reis ressaltou a relevância do tema, propondo um questionamento para debate: “A revista já está cumprindo seu papel de fomentar o a reflexão e internalizar a discussão sobre as várias leituras a respeito do que é economia criativa. Afinal, que economia criativa queremos?”. José Sergio Gabrielli apontou o desafio de discutir o tema, reforçando a ideia de Reis, e em seguida, avaliou: “A discussão sobre economia criativa não pode ser apenas do ponto de vista das novas ideias. Precisa ser dessas novas ideias e das formas organizativas que precisamos para transformá-las em processos sociais”. Gabrielli também reforçou o papel da Seplan no processo: “Precisamos pensar em como estimular a criação e a inovação com um processo real de viabilização de seus sistemas produtivos”.
Albino Rubim abordou as mudanças pelas quais passa a economia e a própria cultura. “Estamos passando por um momento onde a cultura se expande. Há uma culturalização da mercadoria”, pontua Rubim. O secretário de Cultura exemplifica o caso com a mudança de conceito de valor dos automóveis: “O valor de um carro não é mais apenas estabelecido por sua qualidade mecânica, de transporte, mas por um conjunto de dimensões claramente simbólicas”. E finaliza: “Vivemos numa outra sociedade, onde a dimensão da criatividade passa a ser cada vez maior”. Paulo Câmara, por sua vez, lembrou que o tema economia criativa reúne diversas áreas do Estado e que, apesar de escopos de trabalho diferentes, todas elas atuam em políticas públicas de incentivo à “economia da criação”. Câmara cita o exemplo da própria Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, que tem realizado diversos projetos relacionados à economia criativa dentro da Tecnologia da Informação em Comunicação (TIC). “Estamos lançando, nos próximos 15 dias, um edital de indústrias criativas, para a instalação de um parque tecnológico focado em TIC”, salienta.
O presidente do Sebrae, Edival Passos, falou sobre a importância do conhecimento e da economia criativa no Brasil e no mundo: “A questão do conhecimento nunca foi tão valorizada na humanidade quanto atualmente. Nesse âmbito, a economia criativa permite que decodifiquemos o campo do conhecimento e da criação humana”. Já Wagner Fernandes finalizou as falas da mesa de apresentação abordando a transversalidade da temática, e ressaltou que todas as áreas do estado – além de empresas e sociedade civil – através de debates e outras ações, podem incrementar e contribuir para o crescimento da economia criativa.
Conceitos múltiplos – A palestra do lançamento da BA&D Economia Criativa contou com as apresentações de Luciana Lima, diretora de Empreendedorismo, Gestão e Inovação da Secretaria de Economia Criativa e de Paulo Henrique de Almeida, economista da Seplan. Luciana, que veio representando a secretária de Economia Criativa, Cláudia Leitão, falou a respeito dos diversos conceitos de economia criativa, das iniciativas da secretaria no Brasil e fez uma análise da economia criativa no Brasil e em outros países do mundo. “O conceito de economia criativa de que a secretaria se utiliza é um que serve como ponto de partida para uma ação de formulação de políticas públicas”, explica Luciana. A diretora também abordou a economia criativa na Inglaterra e as comparações entre os projetos britânicos e brasileiros. “Hoje, o que fazemos no Brasil tem se destacado mundialmente. A Inglaterra tem projetos muito bons para as características do país, mas precisamos pensar em planos para o Brasil, de acordo com a estrutura do país”, pontua. Luciana apontou a diversidade cultural brasileira como uma boa característica para a economia criativa, mas reforçou que ainda é preciso inovar e transformar criatividade em geração de riqueza econômica.

Paulo Henrique de Almeida e Luciana Lima
Paulo Henrique de Almeida finalizou a palestra com uma discussão sobre os direitos de propriedade intelectual e sua influência no desenvolvimento da economia criativa. O economista também abordou as formas de remuneração de quem trabalha com economia criativa, além de questionar os métodos de valoração dos produtos dessa economia. “Qual o valor das nuvens do Icloud? Este tipo de mensuração enlouquece quem pensa em termos de concreto”, finaliza. O evento seguiu com perguntas da platéia e distribuição da revista para o público. A Bahia Análise e Dados Economia Criativa já está disponível para download no site da SEI: https://ba.gov.br/sei/node/80
A revista - A Bahia Análise & Dados Economia Criativa traz nove artigos, abordando temáticas como “O Programa Cultura Viva e a Economia Criativa”, “Música e economia criativa na Bahia Contemporânea” e “A nova economia do compartilhamento e o equilíbrio entre direito autoral e coletivo”. No Brasil, o conceito de economia criativa engloba a criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam o conhecimento, a criatividade e o ativo intelectual como principais recursos produtivos. A Bahia tem se destacado no que se refere à atividade cultural e criativa brasileira tendo uma significativa produção nas áreas de música e publicidade. O objetivo da nova BA&D é entender e apresentar o significado desta múltipla atividade nos cenários nacional e da Bahia, além de apontar novas tendências no assunto.
A Bahia Análise & Dados é um periódico publicado trimestralmente pela SEI. Revista temática, teve seu primeiro exemplar publicado em 1991. Com uma média de quatro lançamentos anuais, a publicação aborda temas atuais, de forma contextualizada, retratando a realidade do estado. Através de artigos e entrevistas, elaborados por colaboradores externos e especialistas da SEI, a revista proporciona uma reflexão sobre questões de interesse da sociedade.