
As exportações baianas alcançaram US$ 691,1 milhões em março, o que representa uma queda de 16,3% em relação a igual mês do ano passado. No trimestre, as exportações do estado atingiram US$ 2,03 bilhões, também inferiores 20,6% ao primeiro trimestre de 2012. O maior responsável pelo desempenho negativo das exportações tem sido o setor de petróleo e derivados, principal segmento das exportações estaduais desde 2011, e que no trimestre acusa uma redução de 65,7%, em especial devido à alta demanda no mercado interno e a queda de 6,2% nos preços médios do segmento. As informações foram apuradas pela coordenação de Comércio Exterior da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).
Também contribuíram negativamente para o desempenho a queda no primeiro trimestre do ano nos preços das commodities agrícolas e minerais, afetadas pela redução da demanda internacional e pela fragilidade nas economias dos países desenvolvidos. Outro fator é a seca, que vem afetando a produção e a oferta agrícola do estado. Houve queda nas exportações de algodão, (-48,4%), café (-43,6%), derivados de cacau (-30,5%), sisal (-23,7%), minerais (-51,7%) e metais preciosos (-18%).
O cenário negativo é ainda agravado pela queda das vendas à Argentina, principalmente de produtos manufaturados, devido ao aumento do protecionismo no país e o desaquecimento da economia argentina, além da debilidade dos mercados desenvolvidos, principalmente a UE, maior mercado como bloco econômico para as exportações do estado. As exportações baianas para a Argentina acusam redução de 9,1% enquanto que para a UE a queda chega a 13,7% no primeiro trimestre.
Com relação às importações, em março elas atingiram US$ 899,2 milhões, um crescimento de 6% em relação a igual mês do ano anterior. Com esse crescimento, a balança comercial do estado em março fechou com um déficit de US$ 208,13 milhões. A expansão das compras baianas no mês passado concentrou-se em bens de capital (veículos de carga e equipamentos para o parque eólico) e em bens intermediários como minério de cobre, trigo e borracha, o que indica que a retomada das importações está diretamente relacionada ao crescimento dos investimentos e da produção industrial.
No trimestre, as compras baianas do exterior alcançaram US$ 1,84 bilhão e embora com melhor desempenho que as exportações, seguem 6,5% inferiores a jan/março de 2012.
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