Em março, varejo baiano registra queda de 0,2% nas vendas

Publicado: 16/05/2013 Última atualização: 06/10/2026 às 09:49

O varejo baiano em março de 2013 apresentou queda de 0,2% nas vendas, em relação a igual mês do ano de 2012. Na comparação entre março de 2013 e fevereiro de 2013, houve uma variação positiva de 1,7 % no volume de vendas. Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) realizada em âmbito nacional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

De acordo com os dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) mostrou queda de 2,0% em março, em comparação com o mês anterior.  O desempenho de 113,9 pontos para o indicador é considerado o menor nível desde março de 2010 (111,6 pontos), enquanto no mês imediatamente anterior foi de 116,2 pontos. Esse comportamento demonstra que o setor passa por um período de acomodação nas vendas, comparado a igual mês do ano anterior, quando se verificou uma expansão de 13,7%.

 

ANÁLISE DE DESEMPENHO DO VAREJO POR RAMO DE ATIVIDADE

Em março de 2013, os dados do comércio varejista baiano, quando comparados com março de 2012, revelam que cinco de um total de oito ramos que compõem o Indicador do Volume de Vendas apresentaram resultados positivos. Listadas em ordem decrescente, têm-se: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (30,3%); Livros, jornais, revistas e papelaria (10,7%); Tecidos, vestuário e calçados (5,5%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,8%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%).  Para o subgrupo de Super e hipermercados o resultado apurado foi positivo em 4,2%. O segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação registrou queda pelo terceiro mês consecutivo (-18,8%), enquanto Combustíveis e lubrificantes pelo sexto mês apresentou variação negativa (-13,0%), seguido por Móveis e eletrodomésticos (-0,1%).

O comportamento das vendas no mês de março foi determinado pelo segmento Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que expandiu em 30,3%. Esse desempenho é atribuído às promoções e liquidações realizadas pelos lojistas para escoar os estoques e às comemorações da Páscoa verificadas no período, em que lojas de Departamento costumam investir na venda de produtos que simbolizam a data.

O segundo segmento a influenciar as vendas no mês foi Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. Essa atividade apresentou crescimento mensal de 1,3%, em relação a igual mês de 2012, caracterizando um menor dinamismo em relação a anos anteriores, justificado pela elevação dos preços dos produtos da cesta básica e in natura.

A terceira maior contribuição para o varejo baiano decorreu do segmento de Tecidos, vestuário e calçados, que registrou a taxa de 5,5% no volume de vendas em relação a março de 2012. Esse resultado é atribuído ao lançamento da coleção outono-inverno, e, em consequência a liquidação da coleção anterior.

 

COMPORTAMENTO DO COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou em março decréscimo de 0,8% nas vendas, em razão do comportamento dos dois segmentos que compõem o setor do varejo ampliado. No acumulado dos últimos 12 meses a expansão no volume de negócios foi de 9,1%.

O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou variação negativa de 1,1% em março, em relação a igual mês do ano anterior. Esse resultado pode ser atribuído ao efeito base, já que em igual mês do ano passado as vendas cresceram em 14,6%, apesar da política do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que favorece permanência dos preços em patamares baixos.

No que tange ao segmento Material de Construção, este apresentou em março queda nas vendas de 4,9% em relação a igual mês do ano passado. O comportamento negativo no mês de março também é atribuído em grande parte ao efeito base, uma vez que em março do ano passado o crescimento da atividade foi de 21,7%. Em outra medida, apesar dos incentivos do governo ao desonerar a folha de pagamento do ramo, o comportamento desse segmento revela que este passa por um período de acomodação das vendas.